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Adepará identifica foco de gripe aviária em Anajás e aplica medidas de contenção

Foco foi identificado em criação de subsistência; exames em humanos na região do Marajó apresentaram resultados negativos.

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Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 03:002 min
Adepará identifica foco de gripe aviária em Anajás e aplica medidas de contenção
Foto: Reprodução
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A Adepará confirmou um foco de gripe aviária em Anajás, no Marajó, resultando no sacrifício de aves e monitoramento de moradores. Testes em humanos deram negativo e o consumo de produtos avícolas segue seguro.

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) confirmou o registro de influenza aviária em uma pequena criação localizada na zona rural de Anajás, no Arquipélago do Marajó. O foco foi detectado após um pato-do-mato demonstrar sintomas característicos da enfermidade, o que mobilizou equipes de vigilância sanitária. Como medida de contenção imediata, as aves da propriedade foram sacrificadas e incineradas para evitar a propagação do vírus, que possui alta capacidade de contágio entre os animais.

Paralelamente às ações de controle animal, a vigilância epidemiológica monitorou indivíduos que tiveram contato próximo com as aves contaminadas. Amostras humanas foram submetidas a análises no Laboratório Central do Pará (Lacen), em Belém, e todos os resultados deram negativo para a presença da doença em pessoas. Apesar da intervenção drástica na propriedade afetada, as autoridades garantem que a segurança alimentar da região não foi comprometida, mantendo-se o consumo normal de ovos e carne de aves comerciais.

A operação em Anajás contou com o apoio da Polícia Militar e gerou relatos de moradores sobre a incineração de animais mesmo fora do foco inicial, como parte do protocolo de barreira sanitária. O Brasil permanece sob estado de emergência zoossanitária preventiva, reflexo da circulação de variantes agressivas do vírus em aves migratórias e silvestres. Até o momento, o país contabiliza 188 ocorrências da gripe aviária, predominando em espécies selvagens e criações de subsistência.

Especialistas reforçam a orientação de que a população não manipule animais que apresentem sinais de doença ou sejam encontrados mortos. Nesses cenários, a recomendação é acionar imediatamente os órgãos competentes para o recolhimento e análise técnica. O monitoramento contínuo é fundamental para proteger a avicultura nacional e minimizar os riscos de transmissão acidental para mamíferos e seres humanos.

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