Acusado de matar companheira e abandonar filho em ônibus vai a julgamento na Capital
Réu confessou ter assassinado a parceira e deixado a criança, que tem deficiência, sozinha em um coletivo intermunicipal.

O réu responde por feminicídio e abandono de incapaz após crime ocorrido em 2024. Julgamento ocorre no Foro Central de Porto Alegre com depoimento de testemunhas.
O Foro Central I, em Porto Alegre, sedia nesta quinta-feira (14) o julgamento de um homem acusado de assassinar sua companheira e, na sequência, de desamparar o próprio filho, uma criança de três anos com necessidades especiais. O crime, ocorrido em outubro de 2024, chocou o estado pelo contexto de crueldade. Conforme o cronograma judicial, a sessão tem início às 9h30 e deve contar com os depoimentos de cinco testemunhas listadas pelo Ministério Público.
A investigação policial teve início após moradores e passageiros relatarem que um menino havia sido deixado sozinho em um ônibus intermunicipal com destino à Serra Gaúcha. A criança, que possui Síndrome de Apert, portava apenas documentos e laudos médicos. Após a detenção do suspeito em Três Coroas, as autoridades descobriram o corpo da mãe do garoto ocultado sob uma cama na residência do casal, localizada no bairro Lami. O cadáver já apresentava sinais avançados de deterioração no momento da perícia.
O réu, que se encontra sob custódia do sistema prisional há dois anos, admitiu a autoria do feminicídio e a subsequente fuga com o menor. Ele alegou que o abandono no transporte público ocorreu por sua suposta incapacidade de cuidar do filho e pelo desejo de buscar tratamento contra o vício em drogas. A tipificação do crime inclui agravantes pela condição de deficiência da criança, que na época dependia de sondas alimentares. Atualmente, o menino está sob os cuidados do avô paterno.






