Acusado de enviar drogas para a Europa através de cinco portos é preso em Salvador
Operação do Ministério Público baiano desarticula logística de envio de entorpecentes para a Europa através de terminais portuários brasileiros.

Suspeito de liderar logística de tráfico internacional de cocaína é detido em Itapuã. O grupo criminoso utilizava cinco portos brasileiros para enviar drogas ao mercado europeu por meio de cargas lícitas.
Uma operação liderada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) resultou na prisão de um homem acusado de coordenar o envio de cocaína para o continente europeu. A captura ocorreu no bairro de Itapuã, na capital baiana, na última sexta-feira (8). Identificado como Marcus Fabrício Freitas da Silva, o detido possuía ordens de prisão vigentes emitidas pelas Justiças da Bahia e do Rio Grande do Norte, além de já ter sido alvo de ações anteriores da Polícia Federal voltadas ao combate ao tráfico de entorpecentes.
De acordo com os órgãos de investigação, o suspeito desempenhava um papel central na logística de uma sofisticada organização criminosa. O grupo utilizava métodos complexos de camuflagem, infiltrando drogas em remessas de mercadorias lícitas dentro de contêineres. A estrutura contava com o auxílio de empresas e especialistas no setor logístico para garantir que as substâncias atravessassem as fronteiras por meio de rotas marítimas estratégicas.
As apurações realizadas revelaram que o esquema operava em larga escala, utilizando terminais portuários em diversas regiões do Brasil. Foram identificadas atividades ilícitas nos portos de Salvador, Santos, Natal, Fortaleza e Belém. O monitoramento das autoridades indicou que a organização tinha uma capacidade técnica avançada para burlar protocolos de segurança e exportar os ilícitos para o mercado internacional.
A ação que levou à prisão foi executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), vinculado ao MP-BA, com o suporte tático do Batalhão de Policiamento Rodoviário. Agora, o investigado permanece à disposição do sistema judiciário enquanto as autoridades prosseguem com as diligências para desmantelar os demais núcleos da rede criminosa.





