“No meio de centenas de janelas fechadas, foi justamente aquela aberta que roubou o olhar de todo mundo.
Não porque era a mais bonita.
Não porque tentava aparecer.
Mas porque ali… ainda existia vida acontecendo.
A cortina voando não é bagunça.
É liberdade.
É o vento entrando onde ainda existe espaço para sentir.
E talvez seja exatamente isso que esteja faltando nas pessoas hoje.
Todo mundo aprendeu a parecer forte.
Aprendeu a esconder o que sente.
Aprendeu a responder “tô bem” mesmo quando a alma está cansada.
Só que, aos poucos, muita gente foi fechando as próprias janelas por dentro.
E uma casa sem vento pode até parecer organizada…
mas nunca vai parecer viva.
A verdade é que a vida não entra em lugares completamente trancados.
O amor não entra.
As oportunidades não entram.
A felicidade não entra.
Nem a paz.
Porque tudo que transforma a gente precisa de abertura.
E talvez o maior erro da vida adulta seja acreditar que amadurecer significa endurecer.
Não significa.
Tem gente que envelhece tão fechada que já não sente mais nada.
Não se emociona.
Não observa o céu.
Não repara na luz entrando pela janela.
Não sente o tempo passando.
Sobrevive.
Mas não vive.
Por isso essa cena toca tanto.
Porque, no fundo, todo mundo sente saudade da própria leveza.
Saudade da época em que o coração ainda tinha janela aberta pro mundo.
E talvez hoje seja o dia de abrir a sua outra vez.
De deixar a vida entrar sem pedir desculpas pela bagunça que ela faz.
Porque algumas das melhores coisas que acontecem com a gente…
chegam exatamente como o vento.
Sem aviso.
Sem controle.
Mas capazes de lembrar quem realmente somos.”
Permita-se a voar sentir o vento mesmo que seja por uma frecha! Não se tranque e sim liberte -se das mágoas, pensamentos , tristeza ,angústia. Às vezes, algo bonito só está pedindo contemplação. Ou quem sabe, coragem para abrir também.
Abrem a suas próprias janelas...
Texto de: Carol Terapeuta @terapeuta_carol
