Uso indevido de patinetes elétricos desafia mobilidade urbana no Recife
Com menos de dois meses de operação, serviço enfrenta vandalismo e desrespeito às normas de segurança na capital pernambucana.

O mau uso dos patinetes elétricos no Recife, incluindo excesso de passageiros e descarte irregular em mangues, preocupa autoridades e especialistas. Mais de 100 usuários já foram bloqueados pela operadora no primeiro mês de serviço.
A implementação dos patinetes elétricos compartilhados no Recife, iniciada em março, enfrenta obstáculos significativos devido ao comportamento inadequado de parte dos usuários. Recentemente, imagens que circulam nas redes sociais mostraram cinco jovens ocupando simultaneamente um único veículo no bairro de Boa Viagem. Além do excesso de passageiros, as autoridades registram casos de vandalismo e descarte irregular, com unidades sendo encontradas em mangues, canais e obstruindo rampas destinadas a pessoas com deficiência.
Atualmente, cerca de mil equipamentos operam em nove bairros da capital pernambucana, com forte presença na área central e histórica. Diante das infrações frequentes, a empresa Whoosh já baniu mais de cem clientes no primeiro mês de atividade. Especialistas em urbanismo alertam que o desrespeito às normas de segurança e de circulação compromete a viabilidade dessa alternativa de transporte. O uso em calçadas e o excesso de velocidade em ciclovias estão entre as principais reclamações da população local.
Para evitar prejuízos financeiros, o poder público reforça que os usuários devem finalizar as corridas exclusivamente nos locais sinalizados pelas operadoras. O abandono do equipamento fora dos pontos permitidos gera cobranças adicionais automáticas no cartão de crédito do locatário. Como o serviço ainda opera em caráter experimental, ajustes na fiscalização e na operação das empresas permissionárias estão sendo avaliados para garantir que a inovação não seja inviabilizada pela falta de civismo.





