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Trump formaliza apoio a De la Espriella nas eleições da Colômbia

O ex-presidente dos EUA endossou o candidato de ultradireita, que lidera as pesquisas com promessas de tolerância zero e saída da ONU.

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Redação 360 Notícia
3 de junho de 2026 às 01:003 min
Trump formaliza apoio a De la Espriella nas eleições da Colômbia
Foto: Reprodução
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Donald Trump declarou apoio oficial a Abelardo de la Espriella nas eleições colombianas. Conhecido como 'El Tigre', o candidato de ultradireita lidera a disputa com promessas de ofensiva militar total e ruptura com organismos internacionais, enfrentando a esquerda no segundo turno.

O cenário político da América do Sul recebeu um novo e impactante componente nesta semana, com o apoio explícito do ex-presidente e atual mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura de Abelardo de la Espriella na Colômbia. Em uma declaração realizada na última terça-feira (2) por meio de suas redes sociais, o líder norte-americano enfatizou que a vitória de De la Espriella é um fator determinante para o futuro da cooperação estratégica entre Washington e Bogotá. O endosso ocorre em um momento de extrema polarização no país andino, onde o candidato de ultradireita, líder do movimento "Defensores da Pátria", emergiu como a principal força eleitoral após o primeiro turno das eleições presidenciais.

Abelardo de la Espriella, de 47 anos, frequentemente comparado ao presidente salvadorenho Nayib Bukele devido à semelhança física e à retórica de segurança intransigente, conseguiu uma vitória surpreendente no pleito realizado no último domingo (31). Contrariando as projeções de diversos institutos de pesquisa, o advogado e empresário consolidou sua posição na liderança, capitalizando o descontentamento popular com a insegurança pública e a persistência de grupos guerrilheiros. Sua ascensão reflete uma tendência regional de fortalecimento de figuras externas ao sistema político tradicional, que utilizam discursos nacionalistas e promessas de "mão dura" contra a criminalidade para atrair o eleitorado conservador.

A plataforma de governo de "El Tigre", como De la Espriella é conhecido, baseia-se em um rompimento radical com as políticas de reconciliação de governos anteriores. Em suas declarações de campanha, ele foi categórico ao afirmar que não haverá espaços para processos de paz ou negociações com grupos armados sob sua gestão. A estratégia prevê uma ofensiva militar agressiva, com o objetivo de eliminar criminosos que se recusem a aceitar a autoridade estatal, dentro dos limites legais. Além disso, o candidato propõe um isolacionismo diplomático parcial, sugerindo a retirada da Colômbia de órgãos como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), instituições que ele acusa de servirem a propósitos ideológicos de esquerda.

Para o leitor brasileiro, a trajetória de De la Espriella guarda paralelos com fenômenos políticos locais e regionais, marcados pelo uso intensivo de redes sociais e pela construção de uma autoimagem multifacetada. Além da carreira jurídica e política, o candidato mantém o portal "De la Espriella Style", onde comercializa desde bebidas alcoólicas e livros até itens de vestuário, expondo um perfil pessoal extravagante que mistura o poder político com o entretenimento. Contudo, essa mesma exposição traz à tona controvérsias significativas, como embates midiáticos sobre sua vida pessoal e críticas severas por sua atuação profissional anterior. Um dos pontos de maior pressão sobre sua candidatura é o fato de ter atuado como defensor de Alex Saab, indivíduo apontado pelo Departamento de Tesouro dos EUA como operador financeiro do regime de Nicolás Maduro na Venezuela.

O segundo turno, agendado para o dia 21 de junho, será um duelo de visões opostas para o futuro da Colômbia. De la Espriella enfrentará Iván Cepeda, representante do campo Progressista e aliado do atual presidente Gustavo Petro. Enquanto Cepeda defende a continuidade das reformas sociais e a busca por soluções negociadas para os conflitos internos, o favorito de Donald Trump aposta na segurança nacional como motor de desenvolvimento. O resultado desta eleição não apenas definirá o destino da quarta maior economia da América Latina, mas também redesenhará o mapa geopolítico do continente, podendo consolidar um novo bloco de governos de direita alinhados às táticas de Bukele e Trump, com profundas consequências para a integração regional e as relações diplomáticas hemisféricas.

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