Trump e Xi Jinping pedem fim de conflito no Oriente Médio e buscam consenso sobre o Irã
Líderes das maiores economias do mundo convergem sobre estabilidade no Estreito de Ormuz e desnuclearização iraniana após reunião em Pequim.

Em visita a Pequim, Trump e Xi Jinping alinham discurso sobre a segurança no Estreito de Ormuz e a desnuclearização do Irã, enquanto discutem parcerias comerciais e a tensão em Taiwan.
O encerramento da visita oficial de Donald Trump à China, nesta sexta-feira (15), foi marcado por um posicionamento conjunto em relação à estabilidade global. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores de Pequim defendeu uma pausa definitiva nas hostilidades no Oriente Médio e a desobstrução imediata do Estreito de Ormuz. A diplomacia chinesa classificou o conflito como um fardo desnecessário para a economia mundial e para o setor energético, reforçando que o diálogo contínuo é a única saída viável para a crise.
Durante o encontro final no Jardim de Zhongnanhai, o presidente americano afirmou ter alcançado um entendimento com Xi Jinping sobre a desnuclearização do Irã. Segundo Trump, Pequim concorda que o país persa não deve portar armamentos atômicos. O republicano também destacou acordos comerciais bem-sucedidos e afirmou que as tratativas diretas entre as duas potências permitiram avanços em impasses históricos que, em sua visão, outras gestões não conseguiriam solucionar.
Apesar do clima de cordialidade e da troca de elogios públicos, a reunião bilateral de dois dias também expôs divergências profundas, especialmente em relação a Taiwan. O líder chinês Xi Jinping estabeleceu limites claros sobre a soberania da ilha, enquanto o governo americano, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, reiterou a importância da autonomia do território. No campo econômico, a sinalização chinesa foi de maior abertura para empresas dos EUA, acompanhada pela promessa de Trump de que o país asiático ampliará a compra de aeronaves americanas.






