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TCE e Ministério Público investigam suposto uso irregular de aeronaves pelo governo Castro

Instituições investigam gastos de R$ 30 milhões com voos fretados e suposto favorecimento tributário a refinaria no Rio de Janeiro.

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Redação 360 Notícia
16 de maio de 2026 às 23:002 min
TCE e Ministério Público investigam suposto uso irregular de aeronaves pelo governo Castro
Foto: Reprodução
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Órgãos de controle apuram suspeitas de improbidade em viagens de Cláudio Castro, enquanto Operação da PF investiga favorecimento fiscal a refinaria no RJ.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) iniciaram a análise de denúncias sobre irregularidades no uso de jatinhos fretados pela gestão de Cláudio Castro. A investigação foi motivada por uma representação da deputada estadual Martha Rocha, que aponta gastos de aproximadamente R$ 30 milhões em contratos de transporte aéreo. Há suspeitas de desvio de finalidade em viagens realizadas para eventos como o Carnaval de Salvador, o Grande Prêmio de Fórmula 1 em São Paulo e um festival de turismo no Rio Grande do Sul.

A parlamentar questiona se os deslocamentos possuíam interesse público real ou se serviram a propósitos particulares, incluindo o transporte de familiares. Em sua defesa, Castro declarou que todos os voos seguiram normas legais e protocolos de segurança estabelecidos pelo Gabinete de Segurança Institucional. Segundo o político, as viagens citadas na denúncia estavam relacionadas a compromissos oficiais, como reuniões com outros governadores e prefeitos, além de agendas em tribunais superiores em Brasília.

Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino, que investiga um suposto esquema de favorecimento fiscal à refinaria Refit dentro da Secretaria de Fazenda fluminense durante o governo Castro. Relatórios da PF sugerem que funcionários públicos teriam atuado para facilitar processos da empresa e prejudicar concorrentes, mediante o possível pagamento de propinas. Em resposta a essa operação, Castro afirmou estar à disposição da Justiça, negou irregularidades e classificou as conclusões dos investigadores como ilações infundadas.

#Cláudio Castro#MPRJ#corrupção#Refit#jatinhos

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