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Suspeito conhecido como 'Japa' é preso por explorar casa de prostituição em Itanhaém

Homem era responsável pela 'Boate Rosa Negra' e cobrava comissão sobre os serviços de seis mulheres; local foi fechado por falta de alvará.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 14:003 min
Suspeito conhecido como 'Japa' é preso por explorar casa de prostituição em Itanhaém
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil prendeu um homem conhecido como 'Japa' em Itanhaém, no litoral paulista, acusado de gerenciar uma casa de prostituição e lucrar com comissões sobre os serviços de seis mulheres. O local operava sem alvará e contava com sistema de monitoramento para controle financeiro das vítimas.

A Polícia Civil do estado de São Paulo efetuou a prisão em flagrante de um homem de 33 anos, identificado como Henrique Nascimento Feitosa, sob a acusação de gerenciar um estabelecimento voltado à exploração sexual no município de Itanhaém, localizado no litoral sul paulista. O suspeito, que era conhecido na região pelo apelido de "Japa", foi detido durante uma operação realizada na tarde da última quinta-feira (28), após policiais receberem denúncias anônimas sobre o funcionamento de uma boate clandestina no bairro Bopiranga. A ação marca mais uma etapa no combate à exploração de vulneráveis e ao funcionamento de casas de prostituição na Baixada Santista.

De acordo com o relatório das autoridades, a estrutura investigada operava sob a fachada de uma pousada, atendendo pelo nome de "Boate Rosa Negra". Durante a diligência, os agentes do 2° Distrito Policial de Itanhaém confirmaram que o imóvel possuía sete quartos devidamente equipados para o atendimento de clientes, mas não apresentava qualquer tipo de alvará de funcionamento ou documentação legal que justificasse a atividade comercial. A abordagem revelou a presença de seis mulheres no local, cujas idades variam entre 19 e 30 anos, todas vivendo no estabelecimento com o propósito exclusivo de realizar programas sexuais sob a tutela do investigado.

O depoimento das mulheres foi crucial para a configuração dos crimes. Segundo os relatos apresentados à delegacia, Henrique teria convencido o grupo a se mudar para o litoral com a promessa de ganhos financeiros por meio da prostituição. No entanto, o esquema envolvia um rígido sistema de controle de faturamento. As vítimas detalharam que eram obrigadas a repassar fatias do pagamento recebido por cada ato sexual diretamente ao suspeito, a título de comissão. Além disso, havia uma tabela de preços diferenciada conforme o tipo de serviço prestado aos frequentadores, o que evidenciava a organização financeira da exploração. Os policiais apreenderam comprovantes de controle, máquinas de cartão de crédito e até uma central de monitoramento por câmeras utilizada para vigiar o fluxo da casa.

No Brasil, embora a prostituição em si não seja tipificada como crime para o adulto que a exerce de forma independente, o Código Penal Brasileiro é rigoroso quanto àqueles que lucram sobre a atividade alheia. Henrique Nascimento Feitosa foi autuado por crimes que incluem a manutenção de casa de prostituição, o favorecimento da prostituição e o rufianismo — este último definido juridicamente como a prática de viver à custa ou sob a dependência de quem explora o mercado sexual. A apreensão de folhetos publicitários e comandas reforçou a tese policial de que o investigado não era apenas um locador de espaço, mas um gestor direto da exploração econômica das mulheres presentes no local.

Os desdobramentos deste caso lançam luz sobre a vulnerabilidade socioeconômica de jovens mulheres que acabam atraídas por propostas de trabalho informal em cidades turísticas. O litoral de São Paulo, devido ao alto fluxo de visitantes, costuma ser alvo frequente de operações contra o tráfico interno de pessoas para fins de exploração sexual. A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos ou conexões do suspeito na região. Enquanto isso, as mulheres atendidas no local foram orientadas pelas autoridades e o imóvel permanece sob fiscalização administrativa, enquanto o acusado segue à disposição do Poder Judiciário aguardando as audiências de custódia e o desdobramento do processo criminal.

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