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Surto de ebola na República Democrática do Congo deixa mais de 100 mortos

Com 105 óbitos confirmados e ausência de vacina para variante local, OMS envia ajuda humanitária e Estados Unidos reforçam controle de fronteiras.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 03:002 min
Surto de ebola na República Democrática do Congo deixa mais de 100 mortos
Foto: Reprodução
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O número de óbitos por ebola na República Democrática do Congo subiu para 105, levando a OMS a enviar toneladas de suprimentos. EUA implementam restrições após profissionais de saúde serem expostos à variante Bundibugyo.

A crise sanitária na República Democrática do Congo atingiu um novo patamar crítico nesta segunda-feira (18), com a confirmação de 105 vítimas fatais decorrentes do surto de ebola. A situação se agrava pela natureza da variante identificada, a Bundibugyo, que apresenta uma taxa de mortalidade de aproximadamente 30%. Atualmente, as equipes médicas enfrentam o desafio adicional da ausência de imunizantes ou terapias específicas para combater essa linhagem do vírus, que se manifesta inicialmente por febre, fadiga e dores musculares, podendo evoluir para quadros graves de hemorragia.

Para conter o avanço da enfermidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou cerca de cinco toneladas de insumos médicos para o país africano. O carregamento é composto majoritariamente por equipamentos de proteção individual, essenciais para evitar o contágio entre profissionais que atuam na linha de frente. Embora a organização tenha classificado o episódio como uma emergência de saúde pública de interesse internacional devido ao risco de propagação regional, ela descartou, até o momento, a classificação de pandemia.

O cenário ganhou repercussão global após a exposição de seis cidadãos dos Estados Unidos ao vírus, incluindo um médico voluntário que testou positivo para a doença. Em resposta, as autoridades norte-americanas implementaram protocolos rigorosos de monitoramento e restrições de entrada para viajantes oriundos da região afetada. O controle da epidemia no Congo é dificultado por conflitos armados locais, que impedem o acesso pleno das equipes de assistência e sanitização às zonas de maior contágio.

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