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STF autoriza monitoramento de celular de Jaques Wagner por suspeita de vazamento de informações federais

A decisão do ministro André Mendonça atende a pedido da Polícia Federal após indícios de que informações sobre a investigação do Banco Master foram antecipadas ao parlamentar.

Redação 360 Notícia
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31 de julho de 2026 às 11:002 min
STF autoriza monitoramento de celular de Jaques Wagner por suspeita de vazamento de informações federais
Foto: Reprodução
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O ministro André Mendonça, do STF, permitiu o monitoramento do celular de Jaques Wagner após suspeitas de que informações sobre investigações ligadas ao Banco Master foram vazadas.

O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização formal para que a Polícia Federal realize o monitoramento do aparelho celular do senador Jaques Wagner, atual líder do governo no Senado. A decisão judicial ocorre em um contexto de extrema sensibilidade, fundamentada na necessidade de assegurar o sigilo de investigações em curso e evitar que diligências futuras sejam comprometidas por eventuais vazamentos de informações privilegiadas provenientes do alto escalão do Legislativo.

De acordo com os autos do processo, a preocupação da Corte surgiu a partir de uma movimentação considerada atípica por parte de indivíduos que figuram como alvos em investigações correlatas. O ministro relator destacou que a suspeita de que a operação pudesse ter sido comprometida ganhou força após um dos investigados ter buscado contato direto com o gabinete do senador baiano poucos dias antes da deflagração de medidas cautelares programadas. Esse comportamento gerou um alerta nas autoridades de controle, que viram a necessidade de salvaguardar as provas e a eficácia do trabalho policial.

A investigação central que originou esse desdobramento foca em supostas irregularidades e fraudes envolvendo operações financeiras do Banco Master. A Polícia Federal busca entender se houve trânsito de informações sigilosas entre Brasília e os executivos da instituição financeira, o que configuraria obstrução de justiça. A interceptação e o monitoramento telemático do senador têm como objetivo rastrear se de fato houve o repasse de dados sobre datas de mandatos de busca e apreensão ou sobre o teor de depoimentos protegidos por segredo de justiça.

O cenário político em Brasília recebeu a notícia com cautela, dado o peso da figura de Jaques Wagner na articulação política do Poder Executivo junto ao Congresso Nacional. O monitoramento de um parlamentar federal requer o cumprimento de ritos processuais rigorosos no STF, e a decisão de Mendonça ressalta a gravidade dos indícios apresentados pela Polícia Federal. Além da análise das comunicações, a equipe de investigação também cruzará dados de geolocalização e registros de chamadas efetuadas nos períodos em que a suposta quebra de sigilo teria ocorrido.

Nos próximos passos do inquérito, a perícia técnica da Polícia Federal deverá apresentar um relatório detalhado com os resultados da extração de dados do dispositivo do parlamentar. Caso se confirme que houve o compartilhamento indébito de informações sobre a operação do Banco Master, o caso poderá evoluir para novas frentes de apuração, possivelmente acarretando em sanções administrativas e criminais. Por outro lado, a defesa do senador nega qualquer irregularidade e afirma que todas as movimentações do parlamentar são pautadas pela transparência e ética pública, aguardando o desfecho das análises para o devido esclarecimento dos fatos perante a Justiça.

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