Esportes

Seleção argentina retorna a Buenos Aires sob forte apoio popular após final da Copa do Mundo

Sem a presença de Lionel Messi, jogadores desembarcam após o vice-campeonato mundial e são celebrados por multidão em Ezeiza; episódios isolados de tumulto resultaram em 15 prisões.

Redação 360 Notícia
Por
Redação 360 Notícia
21 de julho de 2026 às 11:002 min
Seleção argentina retorna a Buenos Aires sob forte apoio popular após final da Copa do Mundo
Foto: Reprodução
Compartilhar

Mesmo após o vice-campeonato na Copa do Mundo de 2026, a seleção argentina foi recebida com festa em Buenos Aires. Lionel Messi não integrou a delegação no desembarque em Ezeiza.

Uma parte da delegação da seleção argentina de futebol desembarcou em Buenos Aires após o encerramento da Copa do Mundo de 2026, trazendo consigo o status de vice-campeã mundial. Mesmo após a derrota na decisão contra a Espanha, o grupo foi recepcionado por uma multidão de torcedores que se concentrou nos arredores do complexo da Associação de Futebol da Argentina (AFA), localizado em Ezeiza. O gesto da torcida reforça o forte vínculo estabelecido entre a equipe e a população nos últimos anos, priorizando o reconhecimento pela campanha sólida em vez da frustração pelo resultado negativo na finalíssima.

A chegada dos atletas aconteceu sob um forte esquema de segurança, necessário devido à quantidade expressiva de pessoas que ocuparam as vias de acesso ao centro de treinamento da AFA. Lionel Messi, principal estrela e capitão da 'Albiceleste', foi a ausência mais notada no desembarque. O astro não integrou o voo que trouxe a primeira parte do grupo de volta ao país, optando por seguir um roteiro pessoal diferente após o encerramento do torneio nos Estados Unidos, México e Canadá. Apesar da falta do camisa 10, o entusiasmo dos torcedores não diminuiu, demonstrando que o apoio se estende ao projeto coletivo liderado pela comissão técnica.

As manifestações de carinho começaram muito antes do pouso da aeronave. Desde a noite anterior, diversos pontos da capital argentina, como o tradicional Obelisco, registraram concentrações de fãs com bandeiras, instrumentos musicais e cânticos de exaltação ao time. Para muitos argentinos, a trajetória da seleção no Mundial serviu como um elemento de união nacional, superando as críticas pontuais sobre o desempenho no jogo decisivo. O clima de celebração espontânea tomou conta das ruas, transformando o que poderia ser um retorno melancólico em um ato de gratidão coletiva pelos esforços em campo.

Entretanto, nem todo o cenário foi de tranquilidade absoluta. Conforme os festejos se estenderam pela madrugada e manhã, foram registrados episódios isolados de confusão e vandalismo em áreas centrais de Buenos Aires. O excesso de aglomeração e a euforia desmedida resultaram em cenas de tumulto que exigiram a intervenção direta das forças de segurança locais. De acordo com os boletins oficiais das autoridades argentinas, ao menos 15 pessoas foram detidas durante os incidentes, que envolveram confrontos leves e depredação de patrimônio público. A polícia precisou utilizar cordões de isolamento para dispersar os grupos mais exaltados e garantir o fluxo de veículos de serviço.

Apesar dos problemas logísticos e de segurança, a avaliação interna da AFA e do governo argentino é de que a Copa de 2026 consolidou a Argentina como uma das maiores potências futebolísticas da atualidade, independentemente de não ter repetido o título de 2022. O foco agora se volta para o planejamento do próximo ciclo de competições internacionais, incluindo a reestruturação do elenco diante da possível transição geracional. A recepção calorosa em Ezeiza serve como combustível psicológico para os atletas que permanecem no grupo, enquanto a federação lida com os trâmites pós-mundial e a organização dos próximos amistosos oficiais em solo nacional.

#seleção argentina#argentina#futebol#copa do mundo 2026#buenos aires#messi#afa