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São Paulo aposta em novas rotas turísticas e capacitação para acelerar economia no interior

Secretário Jorge Lima apresenta estratégias para diversificar a indústria e o turismo enquanto alerta para riscos de mudanças na jornada de trabalho.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 22:003 min
São Paulo aposta em novas rotas turísticas e capacitação para acelerar economia no interior
Foto: Reprodução
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Em visita à região de Ribeirão Preto, o secretário Jorge Lima detalhou planos para impulsionar a economia paulista através do turismo e da qualificação profissional. O gestor também expressou preocupações sobre os impactos da PEC que visa o fim da escala 6x1 no setor produtivo.

O cenário econômico do estado de São Paulo ganha novos contornos com as recentes diretrizes apresentadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Em uma série de visitas técnicas à região de Ribeirão Preto, o titular da pasta, Jorge Lima, detalhou uma estratégia robusta focada na descentralização dos investimentos e na valorização das vocações regionais. O objetivo central é potencializar o crescimento paulista por meio de um tripé estratégico composto pela indústria, agricultura e, com especial destaque neste momento, o turismo. A iniciativa busca criar um ambiente de negócios mais dinâmico, onde a parceria entre o governo estadual e as administrações municipais seja o motor para a atração de capital privado e geração de renda.

Durante sua passagem por Santa Rosa de Viterbo na última semana, o secretário enfatizou que o desenvolvimento não pode ser tratado de forma genérica. Para Lima, a eficácia das políticas públicas depende da compreensão profunda das características de cada localidade. Ao se reunir com prefeitos e lideranças empresariais, o governo busca moldar planos de ação customizados. Essa abordagem visa evitar que municípios fiquem dependentes de uma única atividade econômica, promovendo a diversificação. Quando uma cidade fortalece seu setor principal, ela naturalmente cria uma demanda que acaba desenvolvendo os serviços e comércios adjacentes, gerando um efeito multiplicador que beneficia toda a malha econômica regional e estadual.

Um dos pilares mais inovadores da gestão atual é a aposta nas chamadas rotas temáticas para impulsionar o turismo. O estado já colhe frutos com os trajetos consolidados do café, do vinho, do queijo e da cachaça. No entanto, o plano de expansão é ambicioso: o secretário anunciou a projeção de pelo menos três novos eixos focados na cerveja artesanal, no turismo religioso e nos tradicionais rodeios, que possuem forte apelo cultural no interior paulista. Essas rotas não servem apenas para o lazer; elas são concebidas como plataformas de geração de emprego direto e indireto, exigindo uma infraestrutura que estimula o setor de hotelaria, gastronomia e transportes locais, consolidando o turismo como uma indústria limpa e eficiente.

Para sustentar esse crescimento, o governo de São Paulo associa o incentivo econômico à capacitação técnica da mão de obra. No centro dessa estratégia está o programa Qualifica SP, que oferece cursos gratuitos de empreendedorismo e qualificação profissional. Jorge Lima destacou que a chegada da inteligência artificial e as mudanças rápidas no mercado de trabalho exigem que o trabalhador esteja em constante evolução. Os cursos são estruturados para atender diferentes perfis, desde o jovem em busca da primeira oportunidade até profissionais acima de 60 anos que desejam se reinventar. A visão é que a criação de vagas deve vir acompanhada da preparação dos cidadãos, para que as novas oportunidades sejam preenchidas por talentos locais devidamente treinados.

Entretanto, o clima de otimismo com os investimentos divide espaço com preocupações regulatórias. O secretário manifestou inquietação quanto à recente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 na Câmara dos Deputados. Para o gestor, o debate sobre a redução da jornada de trabalho ocorreu de forma acelerada e em um período politicamente sensível, o que poderia levar a decisões precipitadas. Lima defende um modelo de maior flexibilidade nas relações trabalhistas, citando o exemplo do mercado norte-americano, onde a carga horária pode ser mais negociável. Segundo ele, a fixação de novos modelos sem uma discussão exaustiva com o setor produtivo pode trazer incertezas para o empresariado, impactando o ritmo de contratações no estado.

O futuro imediato da economia paulista dependerá, portanto, do equilíbrio entre essas novas regulamentações federais e a capacidade do governo estadual em manter o fôlego das parcerias locais. Com a PEC seguindo agora para o Senado, o setor produtivo paulista permanece em alerta, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico acelera o lançamento das novas rotas turísticas. A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, as cidades do interior, especialmente as do polo de Ribeirão Preto, comecem a ver os primeiros efeitos práticos dessa interiorização do desenvolvimento, consolidando São Paulo não apenas como o coração industrial do Brasil, mas também como um destino turístico e tecnológico de referência internacional.

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