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Regionais de Campinas atingem recorde de estelionatos com idosos como alvos principais

Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam salto de 29% nos crimes e média de 208 ocorrências por dia em 2026.

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Redação 360 Notícia
4 de junho de 2026 às 02:003 min
Regionais de Campinas atingem recorde de estelionatos com idosos como alvos principais
Foto: Reprodução
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Dados da SSP indicam que um crime de estelionato é registrado a cada seis minutos na região de Campinas. Idosos e aposentados são as principais vítimas de golpes que migraram para o ambiente digital no pós-pandemia.

O avanço desenfreado da criminalidade digital e financeira na Região Metropolitana de Campinas e cidades vizinhas atingiu um patamar alarmante. Dados recentes divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), obtidos via Lei de Acesso à Informação, revelam um cenário preocupante: a cada seis minutos, em média, um novo boletim de ocorrência de estelionato é registrado na área de abrangência do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 2. Este índice reflete uma média diária de 208 casos apenas nos primeiros três meses de 2026, consolidando uma tendência de alta que vem sendo observada desde o período pós-pandemia.

A análise histórica dos números evidencia a velocidade com que os criminosos têm aprimorado suas táticas. Enquanto em 2022 o total de registros de estelionato somava pouco mais de 55 mil casos, o ano de 2025 encerrou com mais de 72 mil ocorrências, um salto de 29% em apenas três anos. A preocupação das autoridades de segurança e de especialistas em direito criminal se acentua ao observar que a média diária de 2026 já supera a do ano anterior. Esse fenômeno é atribuído à migração da criminalidade convencional para o ambiente virtual, onde a escala de vítimas em potencial é exponencialmente maior e a sensação de impunidade por trás de telas de computadores e smartphones encoraja os infratores.

Entre as vítimas, um grupo social específico carrega o maior fardo: os aposentados. Somente no primeiro trimestre deste ano, quase dois mil idosos foram alvos de golpes na região. A vulnerabilidade desse público decorre de uma combinação de fatores, que inclui a menor familiaridade com os mecanismos de segurança digital e a posse de renda fixa garantida, o que desperta a cobiça de estelionatários. Especialistas explicam que criminosos enxergam nos aposentados "presas fáceis", muitas vezes utilizando engenharia social para obter dados de acesso a contas bancárias ou induzi-los a contratar empréstimos consignados cujos valores são imediatamente desviados.

Relatos de vítimas ilustram o impacto devastador dessas ações, que vão desde prejuízos financeiros vultosos até o abalo psicológico. Em um dos casos registrados, um empresário identificou uma movimentação fraudulenta de R$ 30 mil após receber um cartão com um nome de um estranho atrelado à sua conta. Já em outra situação dramática, um trabalhador do setor industrial viu as economias de uma vida inteira — aproximadamente R$ 60 mil — sumirem após ser induzido a uma falsa atualização de dados por telefone. Infelizmente, a justiça nem sempre consegue acompanhar a velocidade das transações ilícitas, e muitos permanecem sem o ressarcimento dos valores perdidos, o que gera um sentimento de desproteção e injustiça.

Diante desta escalada, a Secretaria da Segurança Pública afirma ter intensificado as investigações por meio de divisões especializadas em crimes cibernéticos. O foco tem sido o desmantelamento de redes que operam falsas plataformas de investimento e perfis fakes em redes sociais. Para o cidadão brasileiro, a recomendação é de cautela máxima: nunca fornecer senhas ou códigos de verificação por telefone ou mensagens, desconfiar de ofertas muito vantajosas e, em caso de suspeita, procurar imediatamente a Polícia Civil para o registro da ocorrência. A preservação de provas, como capturas de tela e comprovantes de transferência, é fundamental para o sucesso de eventuais investigações e processos judiciais de recuperação de patrimônio.

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