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Receita Federal interdita shoppings no Brás em ação contra pirataria e contrabando

Centros comerciais no Brás devem ficar fechados por duas semanas para fiscalização de réplicas de camisas e produtos ilegais.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 13:002 min
Receita Federal interdita shoppings no Brás em ação contra pirataria e contrabando
Foto: Reprodução
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A Receita Federal interditou os shoppings 25 Brás e Stunt em São Paulo para fiscalizar cerca de duas mil lojas. A ação foca em produtos piratas, camisas de seleções e eletrônicos irregulares.

Uma grande ação da Receita Federal resultou na interdição temporária de dois importantes centros comerciais no bairro do Brás, na região central de São Paulo, nesta segunda-feira (18). Os shoppings 25 Brás e Stunt, que abrigam aproximadamente duas mil unidades comerciais, foram o alvo principal dos auditores. A expectativa é que as atividades nos locais fiquem suspensas por pelo menos 15 dias, período necessário para que as autoridades realizem a conferência minuciosa dos estoques e verifiquem a procedência de cada item.

O foco principal da mobilização é a repressão ao comércio de mercadorias falsificadas, especialmente vestuários esportivos e réplicas de uniformes de seleções devido à proximidade da Copa do Mundo. Além do combate à pirataria têxtil, os fiscais buscam retirar de circulação dispositivos eletrônicos importados ilegalmente e produtos cuja comercialização é vetada no Brasil, como os cigarros eletrônicos. A abordagem, embora tenha causado movimentação atípica no início da manhã, transcorreu sem conflitos graves entre lojistas e agentes públicos.

Durante as diligências, que ocorrerão de maneira escalonada nas próximas duas semanas, os comerciantes que comprovarem a legalidade de seus produtos por meio de notas fiscais terão os bens liberados imediatamente. Caso a documentação não seja apresentada no momento da vistoria, os materiais serão recolhidos pela Receita Federal. No entanto, os lojistas ainda terão um prazo legal para manifestação e apresentação posterior dos comprovantes de origem para tentar reaver o que foi apreendido.

Representantes de associações comerciais da região acreditam que o grande volume de réplicas de uniformes de futebol estocado para o período de mundial tenha sido o principal gatilho para a fiscalização. Enquanto os auditores trabalham no interior dos estabelecimentos, centenas de funcionários e proprietários aguardam o desenrolar da operação do lado de fora. A Receita reafirma que a medida é essencial para garantir a concorrência leal e proteger os direitos de propriedade intelectual no mercado nacional.

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