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Quase 1 tonelada de alimentos ilegais é retirada de circulação na Bahia

Operação Procedência desarticula esquema de venda de carnes e queijos sem certificação e com selos falsificados no bairro de Itinga.

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Redação 360 Notícia
4 de junho de 2026 às 16:003 min
Quase 1 tonelada de alimentos ilegais é retirada de circulação na Bahia
Foto: Reprodução
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A Operação Procedência, conduzida pela Polícia Civil e Adab em Lauro de Freitas, apreendeu quase uma tonelada de alimentos sem registro e com selos falsificados. A ação visa combater o comércio clandestino de carnes e laticínios que coloca em risco a saúde pública na Bahia.

Uma ação coordenada entre as forças de segurança e órgãos de vigilância sanitária resultou na apreensão de quase uma tonelada de alimentos impróprios para o consumo humano na Região Metropolitana de Salvador. Na última quarta-feira (3), a Operação Procedência, executada pela Polícia Civil da Bahia em parceria com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), confiscou aproximadamente 975 quilos de mercadorias no município de Lauro de Freitas. Entre os itens recolhidos estavam carnes, queijos e diversos outros derivados de origem animal que apresentavam riscos iminentes à saúde pública devido à falta de higiene, ausência de certificação e armazenamento inadequado. O foco principal da incursão foi o bairro de Itinga, onde estabelecimentos comerciais operavam de maneira irregular, desafiando as normas de segurança alimentar vigentes no país.

O cenário encontrado pelos agentes no local revelou graves deficiências nos protocolos sanitários básicos. A operação foi deflagrada após investigações apontarem que comércios na região de Itinga produziam e comercializavam alimentos de origem animal sem qualquer tipo de autorização dos órgãos competentes. De acordo com os relatórios preliminares, muitos desses locais funcionavam como unidades de processamento clandestinas, onde a manipulação dos produtos ocorria sem o mínimo controle de temperatura ou assepsia. A falta de fiscalização prévia permitia que esses produtos chegassem à mesa do consumidor final sem o selo de inspeção estadual ou federal, o que é obrigatório para garantir a procedência e a segurança de carnes e laticínios no Brasil.

A força-tarefa, que contou com a participação de especialistas da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), médicos-veterinários da Adab e o suporte tático de policiais militares da 49ª Companhia Independente (49ª CIPM), aprofundou as vistorias em outros dois estabelecimentos situados na mesma localidade durante o desenrolar da ação. Nessas novas inspeções, os técnicos identificaram uma prática criminosa recorrente: a utilização de registros sanitários falsificados. Além de não possuírem a documentação legítima, os proprietários simulavam legalidade por meio de selos fraudulentos para enganar tanto os consumidores quanto os distribuidores. A má conservação dos alimentos foi outro ponto crítico destacado, com muitos itens já em processo de decomposição ou contaminados por agentes externos, tornando o descarte imediato a única medida segura possível.

A segurança alimentar no Brasil é regida por leis rigorosas que visam prevenir surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs), que podem causar desde intoxicações leves até óbitos. Para o consumidor brasileiro, episódios como o de Lauro de Freitas servem como um alerta sobre a importância de exigir a nota fiscal e verificar a presença de selos como o SIF (Serviço de Inspeção Federal) ou o SIE (Serviço de Inspeção Estadual). A Adab ressaltou que a comercialização de carnes e queijos clandestinos alimenta uma rede de concorrência desleal e coloca em risco a economia formal, prejudicando produtores que investem na adequação técnica de suas plantas industriais. Todo o material apreendido na Operação Procedência foi inutilizado e encaminhado para locais de descarte apropriados, seguindo as diretrizes administrativas para evitar que retornassem ao ciclo comercial.

As investigações não foram encerradas com a apreensão física das mercadorias. A Polícia Civil informou que instaurou procedimentos para apurar as responsabilidades criminais dos donos dos estabelecimentos envolvidos. Eles podem responder por crimes contra as relações de consumo e infrações administrativas graves, que incluem multas pesadas e a interdição definitiva das atividades comerciais. Espera-se que novas fases da operação sejam deflagradas em outros municípios da Região Metropolitana, uma vez que a suspeita é de que exista uma rede de distribuição integrada para escoar esses produtos ilegais. Para a população de Lauro de Freitas e arredores, o episódio reforça a necessidade de vigilância constante e da utilização de canais de denúncia para relatar manipulações suspeitas de alimentos ou cheiros fortes provenientes de depósitos sem identificação.

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