Problemas com uniformes da Puma persistem e atacante do Egito tem camisa danificada pela segunda vez na Copa
Atacante Zico teve numeração descolada contra a Nova Zelândia e camisa rasgada na estreia; marca esportiva é alvo de críticas.
Atacante Zico enfrenta falhas consecutivas no uniforme durante partidas contra Bélgica e Nova Zelândia, levantando questões sobre qualidade da fabricante.
O atacante da seleção do Egito, conhecido pelo apelido de Zico, tornou-se o centro de uma discussão inusitada durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O jogador, cujo nome de batismo é uma homenagem ao astro brasileiro do Flamengo, enfrentou problemas recorrentes com seu uniforme oficial em duas partidas consecutivas. No confronto mais recente, realizado no domingo (21) contra a Nova Zelândia, a numeração estampada na parte frontal de sua camisa não resistiu ao tempo de jogo e se soltou, gerando questionamentos sobre o controle de qualidade dos materiais esportivos utilizados no torneio.
Durante a partida contra os neozelandeses, o número 11 aplicado no peito da camisa do atleta egípcio começou a se desprender de forma visível. Um dos numerais se soltou completamente do tecido, enquanto o segundo ficou pendurado, criando uma situação desconfortável para o jogador e confusa para a arbitragem e para o público. Este não foi um evento isolado, mas sim a segunda falha técnica envolvendo o vestuário de Zico em um curto intervalo de tempo dentro da maior competição de futebol do planeta, elevando o nível de crítica sobre o fornecedor oficial da Federação Egípcia de Futebol.
Anteriormente, na estreia do Egito contra a seleção da Bélgica, o atacante já havia passado por um contratempo semelhante, porém de natureza mais física: sua camisa foi rasgada com facilidade durante uma disputa de jogada. O incidente na estreia colocou o Egito em uma estatística preocupante, já que foram registrados cinco casos de uniformes rasgados apenas nos primeiros dias do Mundial. Todos os episódios de tecidos danificados envolveram seleções que vestem a marca alemã Puma, o que levanta suspeitas sobre a fragilidade da tecnologia utilizada na confecção das peças para esta edição do evento.
As implicações desses problemas técnicos vão além da estética ou do desconforto do atleta. A integridade do uniforme é fundamental para a identificação clara dos jogadores pelo árbitro de vídeo (VAR) e pelos juízes de campo, além de afetar a imagem comercial das marcas envolvidas, que investem milhões em marketing e patrocínio. Especialistas em marketing esportivo apontam que falhas tão visíveis em um palco global podem gerar prejuízos reputacionais severos para a fabricante, especialmente quando o problema de descolamento de números aponta para um erro na aplicação térmica das estampas ou na qualidade do adesivo utilizado.
Diante da repercussão negativa, espera-se que a comissão técnica da seleção egípcia e a própria fabricante de materiais esportivos realizem uma inspeção rigorosa nos lotes de uniformes restantes para o restante da competição. A FIFA também monitora casos de falhas de equipamento que possam interferir no andamento das partidas. Para o atacante Zico e para a seleção do Egito, a expectativa é que os próximos compromissos em campo sejam marcados apenas pelo desempenho técnico, sem que a qualidade das camisas volte a ser a principal manchete nos jornais esportivos internacionais.





