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Polícia Civil desmantela quadrilha especializada em veículos e fraudes na Grande BH

Operação Proteu revela esquema sofisticado que envolvia desde furto de automóveis até golpes em canteiros de obras e envio de veículos ao Pará.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 20:002 min
Polícia Civil desmantela quadrilha especializada em veículos e fraudes na Grande BH
Foto: Reprodução
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A Operação Proteu prendeu os líderes de uma quadrilha especializada em clonagem de veículos, estupro de bens e fraudes no setor de construção na Grande BH. Atuação do grupo envolvia o envio de caminhões furtados para o Pará.

A Polícia Civil de Minas Gerais desarticulou uma sofisticada organização criminosa que atuava na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Através da Operação Proteu, as autoridades prenderam três homens apontados como líderes e integrantes centrais do grupo. A ofensiva policial ocorreu em diversas cidades, incluindo a capital, Igarapé, Pedro Leopoldo e São Joaquim de Bicas, resultando na apreensão de computadores, cartões de terceiros e vasta documentação falsificada que comprovam a complexidade das fraudes executadas.

O esquema consistia principalmente no furto, clonagem e revenda de veículos. Os criminosos utilizavam técnicas variadas, como fingir interesse em compras para roubar carros durante testes de direção e adulterar chassis e placas para circular livremente. Um dos marcos da investigação foi a recuperação de um caminhão de gás furtado, que já circulava com identificação clonada. Além da comercialização ilícita na Grande BH, a quadrilha enviava veículos pesados, como tratores e caminhões, para serem negociados em fazendas no estado do Pará.

As atividades do bando não se limitavam ao setor automotivo. O grupo também é acusado de aplicar golpes no setor de construção civil, abandonando obras após receberem a maior parte do pagamento ou adquirindo suprimentos com documentos falsos sem honrar as dívidas. Há indícios de que utilizavam "laranjas" para esconder o patrimônio e até mesmo de que acionavam seguros de forma fraudulenta após desmontarem veículos. A polícia segue analisando o material recolhido e não descarta novas detenções para identificar outros colaboradores, como despachantes e receptadores que davam suporte à estrutura.

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