Perseguição aérea e cerco policial terminam com prisão de grupo que invadiu fazenda em MG
Grupo armado utilizou veículo clonado e tentou se esconder em mata fechada após roubo a propriedade rural em Tarumirim.

Quatro jovens foram detidos em Tarumirim após furtarem uma fazenda, fugirem em uma caminhonete e mobilizarem o helicóptero Pegasus da PM em uma perseguição por mata fechada. O grupo utilizava um veículo clonado do Rio de Janeiro e confessou o planejamento do crime.
Uma grande operação policial resultou na captura de quatro jovens, com idades variando entre 14 e 20 anos, após uma invasão criminosa a uma propriedade rural no município de Tarumirim, no Leste de Minas Gerais. O incidente, ocorrido nesta sexta-feira (29), mobilizou diversas frentes da Polícia Militar, incluindo o Grupamento Aéreo, após o grupo realizar um assalto planejado contra uma fazenda da região. A ação criminosa foi marcada pela violência contra o patrimônio e por uma tentativa de fuga cinematográfica através de áreas de vegetação densa, que exigiu o uso do helicóptero Pegasus para o monitoramento tático.
De acordo com o boletim de ocorrência, os suspeitos estavam armados e invadiram a residência da fazenda após arrombarem os acessos. No momento do crime, os proprietários não estavam no local, o que facilitou a entrada do bando e a subtração de diversos pertences, além de uma caminhonete que estava na garagem. A audácia dos criminosos foi tamanha que, na saída da propriedade, o motorista colidiu o veículo contra o portão principal, arrancando a estrutura de ferro com o impacto da batida. Contudo, a fuga inicial não durou muito tempo; poucos quilômetros depois, o condutor perdeu o controle da caminhonete, que saiu da estrada e foi abandonada em meio à vegetação, dando início a uma caçada terrestre e aérea.
A Polícia Militar rapidamente montou um cerco estratégico após ser acionada. Durante as diligências, as autoridades descobriram que os criminosos contavam com um "plano B" para a evasão: um segundo automóvel estava sendo utilizado para dar cobertura e apoio à fuga. Este segundo veículo foi interceptado em uma estrada de terra, mas os ocupantes novamente tentaram escapar, abandonando o carro e se embrenhando em plantações e matas fechadas para evitar a prisão. O trabalho coordenado entre as viaturas em solo e o suporte aéreo foi fundamental para localizar os indivíduos, que tentavam se camuflar sob o capinzal e entre as árvores da região.
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a procedência do segundo veículo utilizado pelo grupo. Durante a perícia, os militares constataram que o carro havia sido furtado no Rio de Janeiro e circulava com placas clonadas para burlar o sistema de fiscalização rodoviária. No interior do automóvel e com os suspeitos detidos, a polícia apreendeu armas de fogo, munição e os objetos anteriormente roubados na fazenda. Ao serem interrogados preliminarmente, os jovens confessaram que o crime foi premeditado, baseando-se em informações de que a propriedade rural guardava bens de alto valor financeiro, o que motivou a incursão armada.
Este caso reflete uma preocupação crescente com a segurança no campo em Minas Gerais, onde quadrilhas têm visado propriedades rurais devido à percepção de isolamento e à suposta guarda de valores em espécie ou maquinários caros. A integração de tecnologias, como o uso de drones e helicópteros, tem se tornado o principal diferencial das forças de segurança para coibir esse tipo de criminalidade. Os quatro detidos, incluindo os adolescentes infratores, foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil em Governador Valadares, onde o caso seguirá para as devidas providências judiciais, enquanto o veículo recuperado foi encaminhado ao pátio credenciado do Detran para posterior devolução aos proprietários legais.






