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Parto em banheiro de maternidade motiva afastamento de profissionais em Manaus

Família denuncia falta de leitos e assistência; Secretaria de Saúde do Amazonas afastou médico e supervisão após o episódio.

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Redação 360 Notícia
17 de maio de 2026 às 21:002 min
Parto em banheiro de maternidade motiva afastamento de profissionais em Manaus
Foto: Reprodução
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Um parto inesperado no banheiro de uma maternidade em Manaus resultou no afastamento preventivo da equipe médica. A família denuncia negligência no atendimento de uma jovem de 18 anos.

Um episódio de suposta negligência hospitalar mobilizou as autoridades de saúde em Manaus neste domingo (17). Uma gestante de 18 anos acabou realizando o parto no banheiro do Instituto da Mulher Dona Lindu, situado na Zona Centro-Sul da capital. Relatos de familiares indicam que a paciente procurou a unidade durante a madrugada com contrações intensas, mas teria sido instruída a esperar na recepção sob a justificativa de que não havia leitos disponíveis no momento.

A situação escalou quando a jovem, que também enfrentava uma crise de pânico devido ao quadro clínico e ao histórico psiquiátrico, não conseguiu mais aguardar o auxílio médico. O nascimento ocorreu sem supervisão profissional, contando apenas com o apoio da avó do recém-nascido, que amparou a criança no local. O pai do bebê expressou indignação com o tratamento recebido, afirmando que a esposa estava em sofrimento visível e que o suporte psicológico e médico foi insuficiente diante da gravidade do caso.

Em resposta ao ocorrido, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) anunciou medidas imediatas. O médico que estava de plantão e a equipe de supervisão assistencial foram afastados preventivamente de suas funções. A pasta informou, por meio de nota oficial, que foi aberta uma investigação para apurar os fatos e que a direção da maternidade deverá prestar esclarecimentos detalhados sobre a conduta adotada durante o acolhimento da paciente.

A versão preliminar apresentada pela administração do hospital sustenta que a jovem passou por uma avaliação inicial e que, naquele instante, não preenchia os critérios para internação imediata. Segundo a unidade, o trabalho de parto evoluiu de forma inesperada e acelerada, resultando no nascimento precipitado. Após o parto, a secretaria garantiu que mãe e filho receberam o suporte multiprofissional necessário e que ambos apresentam bom estado de saúde enquanto seguem em observação.

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