Notícias

Operação policial encerra atividades de bingo clandestino no Centro de Aracaju

Ação do Gecrof apreendeu 34 computadores e equipamentos de sorteio em um prédio na Rua Capela; responsável foi detido.

Por
Redação 360 Notícia
26 de maio de 2026 às 21:003 min
Operação policial encerra atividades de bingo clandestino no Centro de Aracaju
Foto: Reprodução
Compartilhar

A Polícia Civil, por meio do Gecrof, desarticulou um bingo clandestino no Centro de Aracaju após denúncias de jogos de azar. No local, foram apreendidas dezenas de CPUs e máquinas de sorteio, resultando na condução do responsável ao Depatri.

Uma operação conduzida pela Polícia Civil de Sergipe resultou no fechamento de um bingo clandestino que operava em pleno Centro de Aracaju, nesta terça-feira (26). A ação foi desencadeada pelo Grupo Especial de Combate a Roubos e Furto (Gecrof), após um período de monitoramento e coleta de informações que apontavam para a existência de uma estrutura dedicada à exploração ilegal de jogos de azar na região. O estabelecimento funcionava de maneira discreta em um prédio localizado na Rua Capela, uma das vias mais movimentadas do núcleo comercial da capital sergipana, tentando se ocultar do raio de fiscalização das autoridades locais.

O combate a esse tipo de atividade faz parte de um esforço contínuo da Secretaria de Segurança Pública para desarticular estabelecimentos que operam à margem da lei. No Brasil, o jogo do bicho, bingos e caça-níqueis permanecem proibidos sob a Lei de Contravenções Penais, embora o debate sobre a legalização dos cassinos e jogos de azar esteja em discussão constante no Congresso Nacional. No caso específico de Aracaju, a investigação começou com base em denúncias anônimas e informes de inteligência que indicavam um fluxo incomum de pessoas no edifício investigado. O delegado à frente do caso, Marcos Garcia, destacou que o trabalho prévio do Gecrof foi fundamental para realizar o flagrante no momento em que a atividade ilícita estava em pleno curso.

Durante a batida policial, os agentes encontraram uma infraestrutura tecnológica montada para garantir o funcionamento das apostas. Foram apreendidas 34 unidades centrais de processamento (CPUs), que eram utilizadas para gerenciar os jogos e as terminais eletrônicos, além de uma máquina física destinada ao sorteio das bolas de bingo e uma quantia em dinheiro encontrada no caixa. O responsável pelo local foi identificado e conduzido imediatamente ao Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). Lá, ele prestou depoimento e foi submetido aos procedimentos legais cabíveis, respondendo pela exploração direta das máquinas e pela organização do espaço ilegal.

Do ponto de vista jurídico, a exploração de jogos de azar é classificada como uma contravenção penal no ordenamento brasileiro. Conforme explicado pelas autoridades policiais, a penalidade prevista para quem estabelece ou explora esse tipo de negócio varia de três meses a um ano de prisão, além do pagamento de multa. Para o leitor brasileiro, esse tipo de notícia ressalta a complexidade econômica e social que envolve o mercado de jogos não regulamentados. Frequentemente, esses estabelecimentos são associados a outros crimes, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, o que justifica a mobilização de grupos especializados como o Gecrof para reprimir a prática mesmo em áreas centrais e visíveis da cidade.

A operação em Aracaju serve como um aviso para outros estabelecimentos que operam de forma similar na região metropolitana. A Polícia Civil informou que as investigações não se encerram com o fechamento do local físico; agora, os peritos devem analisar o material eletrônico apreendido para identificar possíveis conexões com outras casas de apostas ou redes organizadas de jogatina ilegal. Espera-se que, com o endurecimento da fiscalização no Centro da capital, haja uma redução na oferta desses jogos que, segundo as autoridades, impactam negativamente o comércio formal e podem servir de porta de entrada para outras modalidades criminosas patrimoniais. O material confiscado passará por perícia técnica antes de ser destinado à destruição ou leilão, conforme determinado pela justiça.

#Bingo clandestino#Aracaju#Polícia Civil#Segurança Pública#Jogos de Azar#Gecrof#Sergipe#Contravenção penal

Leia também