Operação contra fraude em tapa-buracos apreende fortuna em dinheiro vivo no MS
Investigação aponta fraudes em contratos de manutenção asfáltica que somam mais de R$ 113 milhões.

Ação do Ministério Público em Campo Grande apreende R$ 429 mil em espécie e prende ex-secretário de obras por fraudes milionárias em contratos de asfalto.
Uma ação conjunta entre o Gecoc e o Gaeco deflagrada nesta terça-feira (12) revelou um cenário de corrupção sistêmica na manutenção viária de Campo Grande. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação "Buraco Sem Fim", os agentes localizaram aproximadamente R$ 429 mil em dinheiro vivo escondidos nas residências de investigados. A maior concentração de valores foi encontrada em dois endereços específicos, onde as quantias individuais ultrapassavam a marca de R$ 180 mil e R$ 230 mil, respectivamente.
As investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) miram fraudes em contratos públicos que deveriam garantir o reparo do asfalto na capital. Segundo o órgão, o grupo criminoso alterava as medições dos serviços prestados para viabilizar pagamentos indevidos por obras inacabadas ou sequer iniciadas. Estima-se que, entre 2018 e 2025, a empresa envolvida no esquema tenha movimentado mais de R$ 113,7 milhões por meio de contratos governamentais e sucessivos aditivos.
O impacto dessa estrutura ilícita reflete diretamente na precariedade das ruas da cidade e no prejuízo aos cofres públicos. Entre os sete detidos preventivamente está Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de Obras e atual gestor na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos. No total, a Justiça autorizou 10 mandados de busca como parte da apuração de crimes contra a administração pública e enriquecimento ilícito dos envolvidos.





