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Novas normas da União Europeia ameaçam exportação de carne e impactam agronegócio gaúcho

Novas regras sanitárias contra o uso de antimicrobianos na pecuária colocam em risco vendas de proteína animal para o bloco europeu a partir de setembro.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 07:002 min
Novas normas da União Europeia ameaçam exportação de carne e impactam agronegócio gaúcho
Foto: Reprodução
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A União Europeia suspendeu o Brasil da lista de exportadores de carnes devido a exigências sanitárias sobre medicamentos veterinários. A medida, que afeta diretamente o agronegócio gaúcho, passa a valer em setembro.

A União Europeia estabeleceu novas restrições que retiram o Brasil da relação de fornecedores autorizados de produtos de origem animal, incluindo carnes e mel. O motivo central do veto é a falta de evidências robustas sobre o controle de antimicrobianos na produção pecuária nacional, conforme exigido pelas rígidas normas sanitárias do bloco econômico. A medida, no entanto, não é instantânea e está programada para entrar em vigor no dia 3 de setembro, dando um intervalo para possíveis ajustes.

Especialistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) observam que o estado gaúcho pode sofrer perdas significativas se o embargo se consolidar, visto que a região é um polo estratégico na exportação de frangos e bovinos. Apesar do alerta, o setor produtivo está mobilizado para alinhar os protocolos brasileiros às exigências externas, incluindo a proibição de substâncias específicas que já não são aceitas em território europeu. A adequação é vista como um passo necessário para garantir a segurança alimentar tanto para o mercado externo quanto para o interno.

Sobre o impacto no bolso do cidadão, não há sinais de que a redução das exportações resulte em queda nos preços da carne no Brasil. De acordo com análises técnicas, a atual escassez na oferta de gado sustenta os valores elevados. O cenário atual funciona como uma advertência para que a cadeia produtiva brasileira reforce sua organização e transparência, uma vez que a Europa possui alta demanda por proteína animal, mas não abre mão do cumprimento rigoroso de seus padrões de saúde pública.

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