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Mineração de terras raras a poucos metros de bairros gera impasse no Sul de Minas

Exploração de minerais estratégicos pela australiana Viridis a 300 metros de casas em Poços de Caldas gera debate sobre impactos ambientais e progresso.

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Redação 360 Notícia
17 de maio de 2026 às 08:002 min
Mineração de terras raras a poucos metros de bairros gera impasse no Sul de Minas
Foto: Reprodução
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O projeto de extração de minerais estratégicos da mineradora Viridis, em Poços de Caldas, causa apreensão em moradores vizinhos devido à proximidade com áreas urbanas. Enquanto alguns temem impactos ambientais e na saúde, outros veem chance de progresso econômico.

A iminente instalação de uma mina de terras raras pela empresa australiana Viridis está gerando um clima de incerteza em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. O projeto Colossus prevê a exploração de uma área de 373 hectares que, em determinados pontos, fica a apenas 300 metros de residências, escolas e hospitais. Moradores de bairros vizinhos, como o Conjunto Habitacional Pedro Afonso Junqueira, expressam receio quanto à poluição sonora, à poeira e ao impacto na infraestrutura das casas, além de temerem pela preservação das nascentes de água mineral que abastecem a região.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, essenciais para a fabricação de turbinas eólicas, veículos elétricos e eletrônicos de alta tecnologia. O Planalto de Poços de Caldas destaca-se pela alta concentração de minério em argilas superficiais, o que facilita o processo extrativo. No entanto, grupos preservacionistas e residentes locais cobram estudos de impacto ambiental independentes, questionando a eficácia das medidas de mitigação apresentadas pela mineradora e o risco de contaminação de lençóis freáticos por componentes químicos usados na separação dos minerais.

Por outro lado, parte da comunidade enxerga no empreendimento uma oportunidade de crescimento econômico e inovação tecnológica para o município. A mineradora Viridis planeja investir cerca de R$ 1,7 bilhão até o início das operações, previsto para 2028, e afirma que o projeto cumpre todas as exigências legais e ambientais. A empresa garante que o controle de poeira será rigoroso e que as nascentes serão monitoradas sob supervisão de órgãos estaduais, enquanto a prefeitura e a Câmara Municipal acompanham o processo de licenciamento para garantir contrapartidas sociais e ambientais.

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