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Macacos-prego resgatados de cativeiro violento recebem tratamento veterinário em Uberlândia

Primatas resgatados em Santa Catarina apresentavam desnutrição, estresse extremo e marcas de tiros de chumbinho.

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Redação 360 Notícia
17 de maio de 2026 às 21:002 min
Macacos-prego resgatados de cativeiro violento recebem tratamento veterinário em Uberlândia
Foto: Reprodução
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Macacos-prego resgatados de criadouro em Santa Catarina passam por reabilitação na Universidade Federal de Uberlândia após sofrerem maus-tratos severos. Investigação aponta uso de métodos violentos, nutrição inadequada e animais alvejados por armas de pressão.

O Setor de Animais Silvestres do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU) recebeu cinco exemplares de macacos-prego resgatados de um criadouro comercial em Santa Catarina. O grupo, composto por três fêmeas e dois machos, faz parte de um conjunto maior de 26 primatas retirados de um ambiente onde sofriam graves abusos. Segundo fiscais do Ibama, os animais eram submetidos a métodos de manejo violentos, como o uso de jatos d’água de alta pressão, e viviam em recintos minúsculos sem acesso à iluminação solar ou espaço para locomoção básica.

Os exames clínicos realizados em Uberlândia revelaram um quadro alarmante de saúde. As fêmeas apresentavam desnutrição severa, enquanto um dos machos possuía oito projéteis de arma de pressão alojados em diversas partes do corpo, sugerindo que tenha sido caçado ou alvejado antes do resgate. Além disso, a presença de dois microchips e possíveis indícios de diabetes e aneurisma reforçam o histórico de negligência. Infelizmente, uma fêmea do bando, chamada Tarumã, veio a óbito nesta semana após ser eletrocutada em fios de alta tensão e precisar ser submetida à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

O trabalho atual dos veterinários da UFU foca na socialização e reconstrução do bando, etapa essencial para o bem-estar da espécie, que depende da hierarquia e do convívio coletivo para sobreviver. O criadouro catarinense de onde vieram teve sua liminar de funcionamento cassada após anos de denúncias. No local, filhotes eram separados precocemente das mães para serem comercializados por valores que chegavam a seis dígitos. Órgãos ambientais reforçam que a tentativa de domesticar esses primatas gera estresse crônico e compromete permanentemente seus comportamentos naturais.

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