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Lula mantém hegemonia no Nordeste e vence Flávio Bolsonaro em todos os estados da região no 1º turno

O atual presidente venceu nos nove estados da região, enquanto a disputa nacional segue para o segundo turno no dia 25 de outubro.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 5 de outubro de 2026 às 08:003 min
Lula mantém hegemonia no Nordeste e vence Flávio Bolsonaro em todos os estados da região no 1º turno
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O presidente Lula (PT) venceu em todos os estados do Nordeste no primeiro turno das eleições de 2026, enfrentando Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno em 25 de outubro.

O cenário político brasileiro após a conclusão do primeiro turno das eleições de 2026 revela a manutenção de um padrão geográfico e eleitoral consolidado nas últimas décadas. O atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assegurou a vitória em todos os nove estados que compõem a região Nordeste. A performance na localidade é vista como um dos pilares da campanha petista para o segundo turno, compensando o desempenho do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), em outras regiões do país. De acordo com os dados oficiais, a disputa nacional segue para uma nova etapa, uma vez que nenhum dos candidatos atingiu a maioria absoluta dos votos válidos neste domingo.

No cômputo geral da apuração em todo o território nacional, Flávio Bolsonaro encerrou a primeira fase com 47,07% da preferência do eleitorado, enquanto Lula registrou 45,12%. A pequena diferença entre os dois principais postulantes ao Palácio do Planalto confirma a polarização política que domina o debate público no Brasil. O Nordeste, no entanto, funcionou novamente como um contraponto decisivo, onde as propostas da esquerda mantêm uma penetração significativa, garantindo ao atual mandatário uma base sólida de votos para a etapa final do pleito, que está programada para ocorrer no dia 25 de outubro.

Ao analisar os dados específicos por unidade federativa, o Piauí se destacou como o maior reduto de apoio a Lula nesta votação. No estado, o petista alcançou a marca expressiva de 70,99% dos votos válidos, contra apenas 24,09% de Flávio Bolsonaro. Esse resultado local foi acompanhado pela vitória de Rafael Fonteles, também do PT, que conseguiu a reeleição para o governo estadual ao derrotar o candidato Joel Rodrigues (PP). A sinergia entre as candidaturas estadual e federal no Piauí reforça a força da legenda na região e demonstra a eficácia da articulação política local frente aos desafios nacionais.

Por outro lado, Alagoas foi o estado nordestino onde a margem de vitória de Lula foi a mais estreita. O presidente obteve 54,73% dos votos, enquanto o representante do PL atingiu 40,45%. A dinâmica eleitoral alagoana apresentou uma particularidade importante na disputa pelo governo do estado: JHC (PSDB), ex-prefeito da capital Maceió e aliado de Flávio Bolsonaro, foi eleito governador. Ele superou Renan Filho (MDB), nome que contava com o apoio explícito de Lula. Esse cruzamento de resultados — vitória petista na esfera presidencial e vitória aliada do bolsonarismo na esfera estadual — ilustra as complexidades das alianças regionais.

Com a confirmação do segundo turno, as estratégias das campanhas agora se voltam para a conquista do eleitorado indeciso e daqueles que votaram em candidatos de menor expressão. O desafio de Lula será ampliar a vantagem obtida no Nordeste para outras regiões do país, como o Sudeste e o Sul, onde Flávio Bolsonaro demonstrou maior força. Já a equipe de Bolsonaro deve focar em reduzir a rejeição em solo nordestino, tentando captar votos de setores produtivos e urbanos que possam equilibrar a balança eleitoral nas próximas semanas de campanha intensiva.

Além da presidência, o resultado das urnas neste primeiro turno também redesenhou o mapa do poder nos estados e no Congresso Nacional. A vitória de JHC em Alagoas e a reeleição de Fonteles no Piauí são exemplos de como as forças políticas locais interagem com o cenário federal. A partir de agora, os governadores eleitos e aqueles que seguem para o segundo turno estadual deverão se posicionar de forma mais incisiva na disputa nacional, servindo como cabos eleitorais fundamentais para as pretensões de Lula ou de Flávio Bolsonaro até o dia 25 de outubro.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 5 de outubro de 2026 às 08:00

Atualizado: 5 de outubro de 2026 às 08:00

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