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Justiça ordena que concessionária pague pensão a mãe de jovem morta em rodovia de MG

Decisão liminar responsabiliza empresa por má manutenção de rodovia onde jovem foi assassinada em Juatuba.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 19:002 min
Justiça ordena que concessionária pague pensão a mãe de jovem morta em rodovia de MG
Foto: Reprodução
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A Justiça de Minas Gerais determinou que a concessionária Way-262 pague uma pensão mensal à mãe de Vanessa Lara, morta após ser estuprada em um trecho com matagal na BR-262. O magistrado apontou falha na manutenção da rodovia como fator que contribuiu para o crime.

A concessionária Way-262 foi condenada pela Justiça mineira a pagar uma pensão mensal à mãe de Vanessa Lara de Oliveira Silva, jovem de 23 anos vítima de estupro e assassinato em fevereiro deste ano. O corpo da estudante foi encontrado em uma área de vegetação densa às margens da BR-262, em Juatuba, na Região Metropolitana de BH. A decisão liminar estipula o pagamento de R$ 1.562,09 até que o processo seja concluído, sob pena de multa diária por descumprimento.

Na sentença, o magistrado responsável pelo caso destacou que a administração da rodovia falhou gravemente na manutenção do trecho. Segundo o processo, o matagal alto no local obrigava os pedestres a utilizarem rotas improvisadas e perigosas, facilitando a ação de criminosos. Além disso, foi ressaltado que a prefeitura local já havia alertado a concessionária sobre a necessidade de limpeza da área meses antes do crime, sem que providências tivessem sido tomadas.

A família da vítima, residente em Pará de Minas, vê na medida um reconhecimento da responsabilidade da empresa pela falta de segurança no entorno da rodovia. O irmão de Vanessa, Matheus Oliveira, afirmou que a mobilização dos parentes busca evitar que outras famílias sofram a mesma perda, reforçando que o estado de abandono do local foi um fator determinante para a tragédia. O processo corre sob sigilo e a concessionária ainda poderá recorrer da decisão.

O suspeito do crime, de 43 anos, foi detido poucos dias após o ocorrido em Carmo do Cajuru. Com um longo histórico criminal, o homem havia recebido o benefício do regime semiaberto pouco antes do assassinato. No dia do crime, ele teria retornado para casa com ferimentos e roupas ensanguentadas. A defesa da concessionária será apresentada formalmente nos próximos passos da ação judicial.

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