Justiça do Rio veda ações de grupo de vigilantes e exposição de menores em Copacabana
Decisão determina interrupção imediata de rondas clandestinas e perseguições a menores na Zona Sul do Rio.

Decisão judicial impede que líder de grupo de vigilantes em Copacabana organize perseguições a menores e exponha imagens de jovens suspeitos na internet sob pena de punição.
A juíza Lysia Maria da Rocha Mesquita, da 1ª Vara da Infância e da Juventude, emitiu uma liminar que proíbe William Correia da Silva Junior de promover ou organizar atividades de vigilantismo no Rio de Janeiro. Segundo a acusação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), William é o principal articulador de um grupo que realizava "caçadas" a jovens suspeitos de crimes em bairros da Zona Sul, como Copacabana e Ipanema. A decisão judicial veda especificamente qualquer incentivo a atos de violência ou perseguição que envolvam menores de idade.
Além da proibição das rondas informais, a Justiça determinou que o acusado cesse imediatamente a exposição de crianças e adolescentes na internet. A medida impede o armazenamento e a divulgação de fotografias, vídeos ou qualquer dado pessoal que possibilite a identificação de menores. O MPRJ aponta que o grupo utilizava plataformas digitais para planejar ataques, compartilhar vídeos de agressões e orientar o uso de disfarces e armas brancas, como socos-ingleses e porretes, sob o pretexto de combater a insegurança na região.
A ação civil pública também atinge outros integrantes do coletivo, entre eles um professor de artes marciais. O órgão ministerial argumenta que o grupo agia como uma estrutura de segurança paralela, realizando capturas e linchamentos públicos. Em sua defesa nas redes sociais, William Correia negou o rótulo de "justiceiro" e criticou a postura do Judiciário e do Ministério Público, alegando que sua intenção seria proteger os moradores e ironizando a decisão ao sugerir que a medida favorece a impunidade de criminosos jovens.






