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Justiça de MT retira cargo de investigador condenado após nova denúncia de tentativa de homicídio

Ex-agente, já condenado pelo assassinato de um PM, agora responde por tentativa de homicídio contra um colega de corporação.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 12:002 min
Justiça de MT retira cargo de investigador condenado após nova denúncia de tentativa de homicídio
Foto: Reprodução
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O investigador Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi alvo de nova denúncia do Ministério Público por tentar matar um colega de corporação e teve sua perda de cargo determinada pela Justiça.

O cenário jurídico do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves sofreu uma reviravolta significativa nesta semana. Após ser julgado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, o agente agora enfrenta uma nova acusação formalizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A denúncia aponta uma tentativa de homicídio qualificado contra um colega de profissão, o também investigador Walfredo Raimundo Adorno Moura Júnior, que estava no local no momento do crime ocorrido em abril de 2023.

A nova frente jurídica surgiu a partir de revelações feitas durante o Tribunal do Júri, realizado em meados de maio. Na ocasião, Walfredo, que presenciou o assassinato de Thiago, relatou sob forte emoção que Mário Wilson também disparou em sua direção. A testemunha afirmou que anteriormente omitiu o fato por medo de retaliações, já que ambos dividiam a mesma carreira. O Ministério Público sustenta que o novo depoimento é corroborado pelas gravações das câmeras de vigilância da conveniência onde o caso aconteceu.

Diante dos novos fatos e da acolhida dos recursos apresentados pela promotoria, a Justiça determinou a perda do cargo público do investigador. Mário Wilson havia sido condenado a uma pena de dois anos em regime aberto pelo homicídio de Thiago de Souza Ruiz, sentença que inicialmente permitiu a retirada de sua tornozeleira eletrônica. Com a nova denúncia, o ex-agente volta ao centro de uma disputa judicial que questiona não apenas sua conduta no dia do crime, mas sua permanência definitiva nos quadros da segurança pública de Mato Grosso.

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