Justiça afasta profissionais de UPA em Nova Iguaçu por venda ilegal de emagrecedores
Médico e supervisora administrativa são afastados após denúncia de comercialização ilegal de medicamentos na Baixada Fluminense.

O Ministério Público investiga um esquema de venda ilegal de canetas emagrecedoras por um médico e uma supervisora em uma UPA de Nova Iguaçu. Os suspeitos foram afastados e medicamentos foram apreendidos em seus endereços.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação para desarticular um esquema de venda e aplicação irregular de medicamentos emagrecedores dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A investigação aponta que um médico clínico e uma supervisora administrativa utilizavam as dependências da rede pública para comercializar substâncias como o Mounjaro, cobrando valores semanais dos pacientes. Gravações revelam negociações diretas de preços e dosagens, realizadas sem a exigência de exames laboratoriais ou protocolos clínicos adequados.
De acordo com o MPRJ, o esquema consistia em ciclos de tratamento com quatro aplicações, custando R$ 150 cada, pagas via PIX diretamente ao médico. A supervisora era responsável pelo primeiro contato e pela triagem dos interessados, enquanto o profissional de saúde realizava entrevistas genéricas e agendava as aplicações na própria unidade de saúde. Durante a ação policial, agentes encontraram frascos e ampolas da substância no veículo do médico e na residência da funcionária, reforçando os indícios de comercialização ilícita de fármacos que não fazem parte da lista oficial do SUS.
A Justiça determinou o afastamento imediato dos envolvidos de suas funções públicas e autorizou a quebra de sigilos telefônico e telemático para aprofundar as investigações. Em sua defesa, o médico negou irregularidades dentro da UPA, alegando que sua atuação com esses medicamentos restringe-se à sua clínica particular. A Prefeitura de Nova Iguaçu esclareceu que os profissionais eram contratados por uma Organização Social e que já determinou o desligamento de ambos, além de exonerar o diretor-geral da unidade para apuração administrativa do caso.






