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Irmãos são presos no norte da Bahia suspeitos de envolvimento em execução a tiros

Operação Consanguíneos cumpre mandados de prisão e apreende arsenal de armas em endereços ligados aos investigados no norte do estado.

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Redação 360 Notícia
4 de junho de 2026 às 00:003 min
Irmãos são presos no norte da Bahia suspeitos de envolvimento em execução a tiros
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Consanguíneos para prender dois irmãos suspeitos de executar um homem em Queimadas. O tio da dupla também foi detido após a apreensão de um arsenal de armas e munições em Santaluz. Confira os detalhes da investigação e as apreensões.

Uma operação de grande escala coordenada pela Polícia Civil da Bahia resultou, nesta quarta-feira (3), na detenção de dois irmãos apontados como os principais responsáveis por um crime de homicídio ocorrido recentemente na região norte do estado. A ação, batizada estrategicamente como "Operação Consanguíneos", teve como objetivo principal desarticular o núcleo familiar suspeito de envolvimento direto no assassinato de Josemar da Costa Almeida. Os mandados judiciais foram cumpridos em diferentes localidades, evidenciando uma rede de apoio que facilitava a circulação e a ocultação de armas de fogo utilizadas em práticas criminosas na zona rural e em áreas urbanas próximas.

O crime que motivou o cerco policial aconteceu no dia 20 de março deste ano, na cidade de Queimadas. De acordo com as investigações conduzidas pela delegacia territorial, a vítima foi atingida por vários disparos de arma de fogo em circunstâncias que indicavam uma execução planejada. Josemar da Costa Almeida não teve chances de defesa, e o caso vinha sendo tratado como prioridade pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), dado o impacto da violência na comunidade local. A Polícia Civil utilizou inteligência e monitoramento para identificar os suspeitos, que têm 54 e 59 anos de idade, e cujos nomes não foram divulgados conforme os protocolos da Lei de Abuso de Autoridade.

Além da detenção dos irmãos, as equipes policiais se deslocaram até o município vizinho de Santaluz, situado a pouco mais de 40 quilômetros do local do crime original. Lá, o foco foi o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. Durante a incursão em uma residência de propriedade do tio dos investigados, um senhor de 65 anos, as autoridades descobriram um verdadeiro arsenal. Foram confiscados um revólver, uma pistola, uma espingarda e uma quantidade considerável de munições de variados calibres, além de carregadores e aparelhos celulares. Devido à presença do armamento sem a devida documentação legal, o idoso foi preso em flagrante pela prática de posse ilegal de arma de fogo.

Para o leitor brasileiro, esse tipo de operação demonstra o esforço contínuo para frear a violência no interior do Nordeste, região que muitas vezes enfrenta desafios logísticos maiores do que as capitais no combate ao crime organizado e a vinganças familiares. O nome da operação, "Consanguíneos", faz uma alusão direta ao parentesco dos envolvidos, sugerindo que o crime pode ter raízes em disputas pessoais ou territoriais que envolvem núcleos familiares específicos. A apreensão de celulares é considerada um passo crucial para as próximas etapas do inquérito, pois as mensagens e dados contidos nos aparelhos podem revelar se houve outros mandantes ou se o crime está conectado a uma rede maior de ilícitos na região de Queimadas e Santaluz.

Agora, os três homens detidos estão sob a custódia do sistema prisional baiano e permanecem à disposição do Poder Judiciário para as audiências de custódia. Todo o material bélico apreendido foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde será submetido a perícias de balística. O objetivo é confirmar se alguma das armas apreendidas em Santaluz foi a mesma utilizada para assassinar Josemar no mês de março. O desdobramento das investigações deve apontar a motivação exata do homicídio e se há participação do tio dos irmãos no planejamento ou na ocultação de evidências após o ato criminoso. A segurança na região norte da Bahia segue reforçada enquanto a Polícia Civil conclui os relatórios finais do inquérito.

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