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Investigação revela esquema de diplomas falsos no Paraguai com prejuízos milionários a brasileiros

Faculdade paraguaia operava sem registro e utilizava rede de representantes no Brasil para vender títulos de pós-graduação inválidos.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 08:002 min
Investigação revela esquema de diplomas falsos no Paraguai com prejuízos milionários a brasileiros
Foto: Reprodução
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Investigação aponta rede de intermediários no Brasil que captava alunos para cursos de pós-graduação sem registro no Paraguai, gerando prejuízos de até R$ 40 mil.

Uma investigação conjunta entre as autoridades brasileiras e paraguaias revelou um esquema sofisticado de fraude educacional envolvendo a emissão de diplomas falsos de pós-graduação stricto sensu. A Faculdade Interamericana de Ciências Sociais (FIX), que operava no Paraguai, é o centro de um inquérito que aponta a venda de títulos de mestrado e doutorado sem qualquer validade jurídica ou acadêmica. Estima-se que centenas de estudantes brasileiros tenham sido vítimas do golpe, atraídos pela promessa de obtenção de títulos acadêmicos com custos reduzidos e processos simplificados, comprometendo carreiras e gerando prejuízos financeiros significativos.

O funcionamento do esquema baseava-se em uma rede capilarizada de intermediários atuando em diversos estados do Brasil. Esses representantes, que se apresentavam como consultores acadêmicos ou gestores de assessorias educacionais, eram responsáveis pela captação de alunos e pela promoção dos cursos nas áreas de educação, direito e saúde. Entre os nomes citados nas investigações está o de Radamese Lima, que atuava no Ceará e garantia aos interessados que a documentação emitida pela instituição paraguaia possuía o respaldo necessário para o processo de revalidação em universidades brasileiras, uma etapa obrigatória para que títulos estrangeiros tenham validade no território nacional.

De acordo com o Conselho Nacional de Educação Superior (Cones), órgão responsável pela regulação do ensino superior no Paraguai, a FIX não possuía o registro obrigatório para oferecer programas de mestrado e doutorado. A ausência desse credenciamento torna os certificados emitidos meros pedaços de papel sem valor institucional. Os prejuízos individuais relatados pelas vítimas chegam a alcançar a marca de R$ 40 mil, valor que engloba não apenas as mensalidades pagas à suposta faculdade, mas também gastos com viagens, estadias e taxas de intermediação cobradas pelos representantes brasileiros.

A estratégia dos golpistas envolvia o uso de uma linguagem técnica e a apresentação de documentos com timbres oficiais para transmitir credibilidade. Muitos estudantes chegaram a frequentar aulas presenciais no Paraguai durante períodos de férias, o que reforçava a aparência de legitimidade do curso. No entanto, ao tentarem submeter os diplomas ao processo de reconhecimento no Brasil, os egressos descobriam que a instituição sequer constava na lista de entidades autorizadas pelos órgãos educacionais paraguaios. A situação gerou um efeito cascata, afetando servidores públicos que utilizariam os títulos para progressão na carreira e profissionais da iniciativa privada que buscavam especialização.

O caso agora segue sob análise das autoridades policiais e do Ministério Público. As investigações buscam identificar a extensão total da rede de intermediários e se houve participação direta de gestores da faculdade na confecção de documentos ideologicamente falsos. Para especialistas em direito educacional, o episódio serve como um alerta para a necessidade de rigorosa verificação antes da matrícula em cursos estrangeiros. Recomenda-se que o interessado consulte sempre a plataforma Carolina Bori e os sites dos ministérios da educação dos países de origem para confirmar o credenciamento da instituição e do curso específico.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 6 de outubro de 2026 às 08:00

Atualizado: 6 de outubro de 2026 às 08:00

Fonte: apuração editorial e informações públicas disponíveis

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