Inteligência Artificial acelera diagnóstico e tratamento da esquizofrenia no Brasil
Estudo da USP utiliza tecnologia para detectar transtorno com precisão, unindo inovação ao cuidado clínico precoce.

Novas tecnologias baseadas em IA e pesquisas da USP prometem diagnósticos mais rápidos e precisos para a esquizofrenia, doença que atinge milhares de brasileiros.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um método que utiliza Inteligência Artificial para identificar sinais de esquizofrenia com alta precisão. A tecnologia analisa resultados de apenas dois testes cognitivos, permitindo uma triagem muito mais ágil e personalizada. Essa inovação surge como uma ferramenta essencial para combater o subdiagnóstico e o estigma que ainda cercam a doença, que afeta mais de 547 mil adultos no Brasil, segundo dados baseados na Pesquisa Nacional de Saúde.
Além do uso de algoritmos, a ciência avança na busca por biomarcadores genéticos e moleculares que possam detectar o transtorno antes mesmo das fases críticas. Atualmente, o diagnóstico ainda depende majoritariamente da observação clínica de sintomas como isolamento social, mudanças bruscas de comportamento e alterações na percepção da realidade. Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce é o fator determinante para o sucesso do controle da doença e para a manutenção da qualidade de vida dos pacientes.
Especialistas da área de saúde mental, como a psiquiatra Viviane Idaló, apontam que a desigualdade social e o preconceito são barreiras significativas para o tratamento no país. Embora a genética desempenhe um papel importante, fatores ambientais e estresse também são gatilhos relevantes. Com a evolução dos medicamentos e o suporte de programas multidisciplinares, como o Mente Saudável da Unimed Cuiabá, é possível garantir que o paciente tenha uma vida funcional, reforçando que a tecnologia deve caminhar aliada ao atendimento humanizado.




