Igreja mais antiga de Porto Alegre inicia processo de restauro com previsão de sete anos de obras
Com mais de 200 anos de história, a Basílica das Dores passará por recuperação gradual de sua estrutura e ganhará novos espaços de convivência.

A Basílica das Dores, marco histórico de Porto Alegre, passará por uma revitalização completa dividida em etapas. O projeto de sete anos inclui restauro estrutural e ações culturais.
A Basílica Menor Nossa Senhora das Dores, o templo religioso mais antigo ainda em funcionamento em Porto Alegre, deu início a um ambicioso projeto de recuperação estrutural. Com 219 anos de história, a edificação passará por um processo de restauro meticuloso que deve se estender pelos próximos sete anos. A intervenção é necessária para sanar desgastes severos no reboco e na pintura, assegurando a longevidade de um dos primeiros imóveis tombados como patrimônio nacional pelo Iphan, ainda na década de 1930.
O cronograma de obras foi dividido em quatro etapas principais para respeitar a complexidade histórica do monumento. A fase inicial, focada nas fachadas laterais e nas esquadrias, conta com um aporte de quase R$ 3 milhões captados via Lei Rouanet. As etapas seguintes contemplarão a Casa Paroquial, a fachada frontal com suas torres e, por fim, a emblemática escadaria de 63 degraus. Sob a escada, planeja-se a instalação de um café, visando criar um polo de convivência e garantir a sustentabilidade financeira do local.
Mais do que uma obra de engenharia, o projeto busca integrar a sociedade gaúcha ao patrimônio. Estão previstas atividades como oficinas de restauro exclusivas para mulheres, concursos culturais para visitas aos bastidores e espetáculos de projeção mapeada que narrarão a trajetória da igreja. Segundo os organizadores, o objetivo é democratizar o acesso e reforçar o valor histórico do templo, promovendo a inclusão por meio de recursos de acessibilidade, como audiodescrição e maquetes táteis.






