Idesam lança desafio de bioinovação com prêmios de até R$ 200 mil amparado por fundo de Jeff Bezos
Iniciativa internacional premiará projetos que utilizam ativos da biodiversidade para criar produtos de alto valor agregado.

O Idesam lançou um programa de bioeconomia que oferece prêmios de até R$ 200 mil para projetos que transformem ativos da floresta em produtos de alto valor. A iniciativa internacional une ciência e conhecimento tradicional.
O Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) abriu inscrições para o Desafio Bioinovação Amazônia, um programa que busca integrar o saber científico à conservação ambiental para desenvolver novos produtos. O foco da iniciativa é criar soluções comerciais nos segmentos de alimentação, biocosméticos e materiais sustentáveis, utilizando ativos locais como açaí, castanha-do-brasil, óleos vegetais e borracha nativa. A iniciativa conta com o suporte financeiro do Bezos Earth Fund e o apoio acadêmico da Penn State University.
O programa selecionará dois tipos de perfis: brasileiros com conhecimento prático ou acadêmico sobre a biodiversidade regional e especialistas internacionais em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Os participantes passarão por fases que incluem formação de equipes, mentorias e uma imersão presencial de 15 dias no Amazonas, com visitas a Manaus e a comunidades rurais. Durante o processo, os selecionados receberão auxílio financeiro mensal, que varia de acordo com a formação e o cargo, além de um fundo de R$ 100 mil por equipe para a realização de testes em laboratórios parceiros, como o CBA e o IPT.
A competição culminará em uma premiação em dinheiro para os três projetos mais promissores, com valores de R$ 200 mil, R$ 150 mil e R$ 100 mil, respectivamente. Além do aporte financeiro, os vencedores terão suporte da geradora de negócios Zôma para a escala comercial dos empreendimentos, apoio jurídico para o cumprimento da Lei da Biodiversidade e acesso a redes de mercado internacionais. O objetivo central é estabelecer um modelo econômico que valorize a floresta em pé e gere renda digna para as populações tradicionais envolvidas nas cadeias produtivas.




