Guerra no Irã gera lucros bilionários para gigantes da energia e bancos internacionais
Conflito no Oriente Médio impulsiona lucros recordes nos setores de petróleo, defesa e finanças, apesar da crise econômica global.

Enquanto o conflito no Oriente Médio pressiona orçamentos familiares e governamentais, setores de petróleo, finanças e defesa registram lucros recordes com a instabilidade global.
O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel tem gerado impactos severos no custo de vida global, mas, paralelamente, impulsionou o balanço financeiro de grandes corporações. A interrupção do fluxo comercial no Estreito de Ormuz elevou a volatilidade nos preços de energia, permitindo que gigantes europeias como BP, Shell e TotalEnergies registrassem lucros bilionários no primeiro trimestre de 2026, favorecidas por suas divisões de compra e venda de ativos.
No setor financeiro, as instituições conhecidas como as "Seis Grandes" de Wall Street também colheram frutos da instabilidade. O aumento nas operações de trading, motivado pela busca de investidores por ativos seguros e pela especulação sobre a variação de preços, levou o JP Morgan e o Goldman Sachs a reportarem resultados históricos. No total, os principais bancos americanos acumularam ganhos próximos a US$ 47,7 bilhões no período inicial do ano.
A indústria de defesa e o mercado de energia limpa completam a lista de setores em ascensão. Enquanto fabricantes de armamentos como BAE Systems e Lockheed Martin enfrentam recordes de pedidos para reposição de arsenais e defesa aérea, companhias de fontes renováveis, como a NextEra Energy e a Vestas, ganham tração. A crise nos combustíveis fósseis acelerou a busca por alternativas energéticas, impulsionando a venda de painéis solares e veículos elétricos em diversos mercados internacionais.






