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Grupo goiano que investiu R$ 232 mil na Mega-Sena já acumula R$ 8 milhões em prêmios

Apesar de desempenho discreto no sorteio comemorativo, coletivo de Itumbiara soma histórico impressionante de vitórias e utiliza tecnologia para escolher números.

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Redação 360 Notícia
27 de maio de 2026 às 10:003 min
Grupo goiano que investiu R$ 232 mil na Mega-Sena já acumula R$ 8 milhões em prêmios
Foto: Reprodução
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Grupo de apostadores em Goiás, que investiu R$ 313 mil em bolão da Mega-Sena de 30 anos, acumula mais de R$ 8 milhões em prêmios desde 2014. Mesmo com desempenho discreto no último sorteio, o grupo usa Inteligência Artificial e mira novos prêmios milionários.

O universo das loterias no Brasil é repleto de histórias de persistência e estratégias ousadas, mas poucas chamam tanto a atenção quanto a trajetória de um grupo de apostadores de Goiás, liderado pelo sargento Glaciel Andrade. Recentemente, o coletivo ganhou destaque nacional ao investir mais de R$ 232 mil em um único bolão para o sorteio especial de 30 anos da Mega-Sena. Embora o resultado específico dessa edição não tenha sido o esperado — o grupo acertou apenas duas dezenas (35 e 47) —, o retrospecto acumulado revela uma organização profissional e lucrativa dentro do possível: desde sua fundação, em 2014, os participantes já amealharam mais de R$ 8 milhões em prêmios variados.

A história deste grupo, sediado na cidade de Itumbiara, no sul goiano, reflete uma mudança na forma como brasileiros encaram os jogos de azar da Caixa Econômica Federal. Longe de dependerem apenas da sorte pura, o organizador e seus parceiros utilizam métodos que envolvem desde ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para a escolha das dezenas até investimentos expressivos para aumentar estatisticamente as chances de vitória. Na Mega-Sena de aniversário, por exemplo, o grupo optou pelo jogo máximo permitido, escolhendo 20 dezenas. Embora o custo seja astronômico para os padrões individuais, a probabilidade de acerto salta de uma em 50 milhões (aposta simples) para uma em pouco mais de 1,2 mil, demonstrando que o foco é reduzir a margem de erro ao máximo.

Os números que compõem o histórico milionário do grupo vêm de uma série de concursos, incluindo a Lotofácil e a Quina. Um dos capítulos mais impressionantes ocorreu no final do ano passado, durante a Mega da Virada. Naquela ocasião, o investimento foi ainda maior, chegando a aproximadamente R$ 13 milhões em apostas diversas. Mesmo sem cravar o prêmio principal, que ultrapassava R$ 1 bilhão, a estratégia de volume resultou em uma série de quinas e quadras que somaram mais de R$ 1,2 milhão em retornos imediatos. Glaciel Andrade destaca que, embora o investimento total ao longo da década não esteja precisamente contabilizado, o saldo positivo em grandes eventos mantém o grupo motivado e com capital para novas investidas.

Para o concurso de 30 anos da Mega-Sena, cada uma das 100 cotas disponíveis foi comercializada por cerca de R$ 2.325, somada a taxas de serviço da casa lotérica, totalizando um investimento real de R$ 313,9 mil. A frustração por acertar apenas dois números (03, 30, 33, 35, 45 e 47 foram os sorteados) foi atribuída, segundo o organizador, a uma concentração de apostas em números baixos. O grupo selecionou nove dezenas abaixo de 30, enquanto o sorteio apresentou uma predominância de números altos. Curiosamente, a mesma estratégia de jogar com 20 dezenas foi a que rendeu R$ 168 milhões a um grupo de Fortaleza, no Ceará, na mesma rodada, provando que a lógica matemática é sólida, mas o fator aleatório permanece soberano.

Longe de desanimar com o revés recente, o grupo goiano já redirecionou seus esforços para os próximos grandes eventos do calendário lotérico brasileiro. O foco agora se divide entre a Quina de São João, prevista para o final de junho com estimativa de R$ 250 milhões, e a Lotofácil da Independência, que ocorre em setembro. Andrade afirma que a estrutura do grupo está mais consolidada e que a união entre os cotistas permite a manutenção de estratégias agressivas. Para o apostador comum e para o mercado lotérico nacional, o exemplo de Itumbiara serve como um estudo de caso sobre o associativismo em jogos, onde o alto risco é diluído entre muitos participantes na esperança de uma mudança de vida definitiva através de dezenas sorteadas.

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