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Funcionários de empresa em Botucatu são investigados por desvio de R$ 100 mil em tintas

Dois colaboradores e um comparsa confessaram o esquema que causou prejuízo de R$ 100 mil; parte da mercadoria foi recuperada em operação policial.

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Redação 360 Notícia
2 de junho de 2026 às 22:003 min
Funcionários de empresa em Botucatu são investigados por desvio de R$ 100 mil em tintas
Foto: Reprodução
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Polícia Civil desmantela esquema de desvio de tintas em Botucatu (SP). Funcionários e um familiar confessaram o furto de mais de R$ 100 mil em produtos após empresa notar falhas no estoque. Veja os detalhes da operação e o andamento das investigações.

Uma operação conduzida pela Polícia Civil na cidade de Botucatu, no interior de São Paulo, revelou um esquema de furto e receptação articulado por funcionários de uma empresa do setor de acabamentos. De acordo com as autoridades de segurança pública, os colaboradores são os principais suspeitos de terem desviado um montante superior a R$ 100 mil em latas de tintas e produtos correlatos diretamente do estoque da companhia onde trabalhavam. A ação policial, realizada nesta terça-feira (2), resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na recuperação de uma parcela do material subtraído, avaliada preliminarmente em R$ 15 mil.

O caso começou a ser desvendado após a própria administração da empresa notar inconsistências graves nos inventários periódicos. Ao cruzar os dados de entrada e saída de mercadorias com o faturamento real, os gestores perceberam que o estoque físico não correspondia aos registros do sistema, indicando uma perda financeira progressiva e volumosa. Diante da suspeita de crime interno, a empresa acionou as forças policiais, que passaram a monitorar a movimentação dos funcionários e os fluxos de logística da unidade. O método utilizado pelos criminosos era sutil para não despertar atenção imediata: as latas eram retiradas aos poucos do galpão ao longo de várias semanas, evitando que um grande desfalque fosse notado de uma única vez.

As investigações apontam que dois funcionários lideravam o esquema operacional, aproveitando-se do livre acesso às dependências da empresa e do uso de veículos oficiais da frota para realizar o transporte clandestino dos produtos. Um terceiro indivíduo, identificado como irmão de um dos empregados, também está sob investigação rigorosa. Segundo a Polícia Civil, esse terceiro envolvido exercia uma função fundamental na engrenagem criminosa: ele era o responsável pela revenda das tintas desviadas no mercado informal, transformando o produto de furto em dinheiro vivo para o grupo.

A situação de crimes patrimoniais cometidos por pessoas de confiança dentro das empresas acende um alerta para o setor comercial e industrial no Brasil. Especialistas em segurança corporativa e compliance reiteram que a ausência de sistemas de vigilância eletrônica eficientes e de auditorias surpresa pode facilitar ações como a ocorrida em Botucatu. Em depoimento prestado à delegacia local, os três homens confessaram a participação nas atividades ilícitas e detalharam como se dividiam nas tarefas de extração, transporte e comercialização ilegal dos itens de pintura. Apesar da gravidade do prejuízo e da confissão, o trio foi liberado após os procedimentos iniciais e deverá responder ao processo judicial em liberdade, conforme determinado pelas diretrizes vigentes do Código de Processo Penal.

O foco das autoridades agora se volta para a localização do restante da mercadoria, já que apenas 15% do valor estimado do prejuízo foi recuperado até o momento. A Polícia Civil também trabalha para identificar possíveis compradores desses produtos, uma vez que quem adquire mercadoria sabendo ou devendo saber de sua origem ilícita também pode ser enquadrado no crime de receptação. Este episódio reforça a importância da integração entre o setor privado e o poder público na coibição de furtos internos, que muitas vezes representam um prejuízo silencioso, mas devastador para a sustentabilidade financeira de estabelecimentos comerciais, especialmente em cidades de médio porte como Botucatu.

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