Funcionário de concessionária morre sugado por draga em estação de tratamento em Teresina
Paulo Luciano Carvalho Cruz foi resgatado após nove horas de operação em tanque de decantação na Zona Sul da capital.

Um funcionário da Águas de Teresina faleceu após ser sugado por uma draga em um tanque na Estação de Tratamento de Água Sul. O resgate durou cerca de nove horas e a empresa investiga as causas do acidente.
Um trágico acidente de trabalho resultou na morte de Paulo Luciano Carvalho Cruz na Estação de Tratamento de Água (ETA) Sul, localizada na Zona Sul de Teresina. O incidente ocorreu na noite de sábado (16), durante a execução de serviços de manutenção em um tanque de decantação da unidade. O corpo da vítima foi localizado e removido apenas na manhã de domingo (17), envolto em uma complexa operação de resgate que se estendeu por cerca de nove horas.
De acordo com informações fornecidas pelo Corpo de Bombeiros, o funcionário foi sugado pela força de uma draga enquanto realizava a limpeza do sistema com um mangote industrial. Relatos iniciais indicam que ele não estaria utilizando sistemas de ancoragem no momento da fatalidade. O trabalhador acabou sendo tragado para o fundo do reservatório, que possuía grande acúmulo de lama, permanecendo soterrado em um local de acesso restrito até a conclusão das buscas realizadas pelas equipes de salvamento.
A Águas de Teresina, concessionária responsável pelo serviço, divulgou uma nota oficial manifestando pesar e informando que está oferecendo assistência aos familiares da vítima. A empresa esclareceu ainda que abriu uma investigação interna para apurar com rigor as causas do acidente. Vale ressaltar que a estação passava por intervenções emergenciais para solucionar falhas eletromecânicas, o que impactou o fornecimento de água em diversas regiões da capital piauiense ao longo do fim de semana.
Para a retirada do corpo, os bombeiros precisaram drenar parte dos resíduos e utilizar técnicas de salvamento em altura e sistemas de polias, visto que o tanque possui profundidade de aproximadamente seis metros. Peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) foram acionados para os procedimentos de praxe e a liberação do corpo. O caso deverá seguir sob investigação das autoridades competentes para verificar o cumprimento dos protocolos de segurança do trabalho.






