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Feira do Livro no Pacaembu entra na reta final com grandes nomes e debates; veja programação

Evento na Praça Charles Miller reúne mais de 100 autores e 160 expositores com atividades gratuitas e debates sobre política e meio ambiente.

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Redação 360 Notícia
4 de junho de 2026 às 05:003 min
Feira do Livro no Pacaembu entra na reta final com grandes nomes e debates; veja programação
Foto: Reprodução
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A quinta edição da Feira do Livro, na Praça Charles Miller, encerra sua programação neste domingo (7) com debates sobre política, sessões de autógrafos e o tradicional futebol dos autores. Com entrada gratuita, o evento espera superar o público de 84 mil pessoas da edição anterior.

A Praça Charles Miller, localizada no emblemático bairro do Pacaembu, em São Paulo, sedia até o próximo domingo, dia 7 de junho, a reta final da quinta edição da Feira do Livro. O evento, que já se consolidou como uma das principais datas do calendário cultural paulistano, oferece uma vasta programação gratuita que une literatura, debates políticos e entretenimento. Com uma ocupação de mais de 15 mil metros quadrados ao ar livre, o festival atrai milhares de leitores, estudantes e entusiastas das letras para uma experiência de imersão literária que transcende a mera venda de exemplares, promovendo o diálogo direto entre autores e o público em um dos cenários mais icônicos da capital paulista.

A relevância desta edição é acentuada pelo volume de participantes e pela diversidade de temas abordados. Ao longo de nove dias intensos, o festival reuniu um contingente de 101 autores convidados e promoveu mais de 200 atividades distribuídas por seis palcos e diversos espaços de convivência. Para o setor editorial e livreiro, que conta com a participação de 160 expositores entre editoras e instituições culturais, a feira representa um fôlego vital no mercado nacional. A meta da organização é igualar ou superar a marca histórica do ano anterior, que contabilizou mais de 84 mil visitantes, reafirmando o desejo do brasileiro pelo consumo de cultura em espaços públicos e democráticos.

A programação dos últimos dias foca em discussões de alta voltagem intelectual e social. Entre os destaques, figuram nomes como o botânico Stefano Mancuso, que traz reflexões sobre o meio ambiente, e o cientista político Norman Finkelstein, entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello. Além deles, a literatura brasileira contemporânea ganha peso com a presença de Carla Madeira e Mariana Salomão Carrara, que discutem a produção literária atual. Um dos momentos mais aguardados é o debate "Como desarmar o autoritarismo", que evidencia o papel da feira como um fórum de defesa democrática e debate cívico. O público infantil também possui um reduto exclusivo no Espaço Rebentos, voltado para a formação de novos leitores por meio de oficinas e atividades lúdicas.

O evento também se destaca por sua infraestrutura inclusiva e social. Além da tradicional praça de alimentação e das zonas de autógrafos, a organização implementou um espaço sensorial destinado ao acolhimento de pessoas neurodivergentes, garantindo que o festival seja acessível a diferentes perfis de público. Outra iniciativa relevante é a presença de unidades móveis de atendimento voltadas à população LGBTQIA+ e a mulheres em situação de violência, integrando a cultura a serviços essenciais de cidadania. No domingo, o encerramento ganha um ar de descontração com o clássico "Futebol dos Autores" na Arena Pacaembu, seguido pela mesa final que debaterá cotas e negritude com Jeferson Tenório e José Vicente.

Para o leitor brasileiro, a continuidade e o sucesso de eventos como a Feira do Livro sinalizam uma retomada vigorosa da ocupação urbana por meio da educação e das artes. Em um período em que o acesso ao livro enfrenta desafios logísticos e econômicos, a existência de um evento gratuito e de tamanha envergadura na maior cidade do país funciona como um farol para políticas públicas culturais. Os próximos passos para os entusiastas da leitura envolvem não apenas o aproveitamento dos debates finais neste fim de semana, mas também a reflexão sobre como esses modelos de festivais podem ser replicados em outras regiões do Brasil, descentralizando a produção de conhecimento e fortalecendo a rede de editoras independentes e autores nacionais.

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