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Ex-mulher de servidor morto pela PM em Cuiabá revela histórico de 27 anos de abusos em depoimento

Depoimentos à Polícia Civil detalham histórico de violência doméstica e contestam versão da PM sobre confronto que vitimou Valdivino Fidelis.

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Redação 360 Notícia
16 de maio de 2026 às 00:002 min
Ex-mulher de servidor morto pela PM em Cuiabá revela histórico de 27 anos de abusos em depoimento
Foto: Reprodução
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Ex-esposa relata 27 anos de abusos cometidos por servidor morto em Cuiabá. Polícia Civil investiga divergências entre depoimentos e versão da PM sobre o caso no bairro Goiabeiras.

Novos detalhes surgiram nas investigações sobre a morte de Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, servidor do Liceu Cuiabano morto durante uma intervenção policial na última segunda-feira (11). Em depoimento à Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a ex-mulher da vítima revelou um histórico de quase três décadas marcado por violência doméstica. Segundo ela, o relacionamento de 27 anos foi pautado por agressões físicas, infidelidades e um comportamento extremamente controlador, contrastando com a imagem pública de bom cidadão que Fidelis mantinha fora do ambiente familiar.

O delegado Bruno Abreu, que preside o inquérito, destacou que tanto a ex-companheira quanto a enteada de Fidelis prestaram declarações sob forte emoção. A mulher afirmou que diversas tentativas de separação foram frustradas ao longo dos anos devido às ameaças e ao ciúme possessivo do servidor. No dia do incidente, a Polícia Militar foi acionada sob a suspeita de que ele estaria mantendo a enteada em cárcere privado após não aceitar o fim da relação matrimonial.

A investigação agora foca nas contradições entre a versão oficial da Polícia Militar e os relatos das testemunhas presenciais. Enquanto a PM sustenta que Fidelis apontava uma arma contra a jovem e os agentes no momento da invasão, os depoimentos colhidos pela Polícia Civil indicam que ele estava com as mãos ocupadas por um celular e uma chave, com o armamento guardado na cintura sob a roupa. A DHPP apura se o local do crime foi alterado e se houve excesso ou conduta irregular por parte dos policiais envolvidos na ação.

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