Evento de Henry Freitas em João Pessoa é encerrado por fiscalização ambiental
Fiscalização ambiental alegou excesso de ruído na festa "Arraiá do Henry"; organização contesta a medida e cita perseguição.

Ação da Sudema interrompe o evento 'Arraiá do Henry' em João Pessoa por excesso de ruído. Organizadores alegam possuir autorização judicial, enquanto órgão ambiental cita crime de poluição sonora.
Na madrugada deste sábado (16), o evento "Arraiá do Henry", realizado na casa de shows Lagoon Celebration em João Pessoa, foi subitamente interrompido por uma operação da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A fiscalização, motivada por uma requisição do Ministério Público da Paraíba, identificou que os níveis de emissão sonora estavam acima do permitido pela legislação vigente. Segundo o órgão ambiental, a situação configurou crime de poluição sonora, resultando no embargo imediato da atividade e no desligamento dos equipamentos de som.
A organização do evento afirmou ter sido pega de surpresa pela ação, ocorrida por volta de 0h30. De acordo com a assessoria jurídica do local, a festa possuía um mandado de segurança que autorizava sua realização, após um embargo inicial emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) ainda durante a tarde. Os responsáveis classificaram a intervenção da Sudema como uma perseguição injustificada, alegando que não houve notificação prévia antes da ordem de encerramento definitivo da programação.
No momento da interrupção, o anfitrião da noite, Henry Freitas, já se encontrava nos camarins preparando-se para subir ao palco. Outras atrações, como Ranniery Gomes, Kadu Martins e Rai Saia Rodada, conseguiram realizar suas apresentações antes da chegada das autoridades. A casa de eventos informou que tentou novas medidas judiciais durante a madrugada, sem sucesso devido ao horário, e que agora pretende buscar reparação jurídica em relação ao ocorrido.
Em comunicado oficial, a Sudema rebateu as acusações de irregularidade na abordagem, sustentando que sua atuação foi estritamente técnica e baseada em medições presenciais. O órgão ressaltou que equipes já haviam comparecido ao local durante a tarde para orientar os organizadores e que a autuação noturna foi necessária diante do descumprimento das normas ambientais. Até o fechamento desta reportagem, o cantor Henry Freitas não havia emitido um posicionamento pessoal sobre o encerramento forçado do show.






