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Estrela entra em recuperação judicial e detalha redução de 8,5 mil postos de trabalho

Com dívida de R$ 109 milhões, fabricante de brinquedos clássicos relata corte drástico no quadro de pessoal desde a década de 80.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 06:002 min
Estrela entra em recuperação judicial e detalha redução de 8,5 mil postos de trabalho
Foto: Reprodução
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Com dívidas de R$ 109 milhões, a fabricante de brinquedos Estrela entra em recuperação judicial e revela queda de 85% no quadro de funcionários em três décadas.

A tradicional fabricante de brinquedos Estrela oficializou seu pedido de recuperação judicial, revelando o impacto severo de décadas de desafios econômicos em sua estrutura. No documento enviado à Justiça, a companhia detalha que seu quadro de pessoal sofreu uma retração drástica ao longo de 30 anos, passando de aproximadamente 10 mil colaboradores no auge de suas operações, nos anos 1980, para os atuais 1,5 mil profissionais. O grupo busca agora renegociar uma dívida total de R$ 109,1 milhões.

De acordo com a administração da empresa, o encolhimento da força de trabalho foi uma medida de sobrevivência para manter as atividades diante de um cenário de crise persistente. Atualmente, a operação está concentrada nas unidades de Itapira (SP), Três Pontas (MG) e Ribeirópolis (SE). Apesar do pedido judicial, o sindicato da categoria informou que recebeu garantias da diretoria de que não haverá novos cortes ou atrasos em pagamentos e benefícios aos trabalhadores no momento.

A crise enfrentada pela icônica marca de brinquedos como Banco Imobiliário e Genius é atribuída a uma combinação de fatores estruturais e de mercado. A Estrela aponta a abertura comercial dos anos 90, que trouxe a forte concorrência dos produtos asiáticos, o aumento nos custos de matérias-primas como o plástico e as mudanças nos hábitos de consumo da nova geração, mais voltada para o ambiente digital, como os principais motores de seus prejuízos acumulados.

Com a recuperação judicial, a Estrela pretende reorganizar seu passivo financeiro e garantir o abastecimento aos lojistas e consumidores. Fundada em 1937, a empresa dominou o mercado nacional por décadas e agora tenta se reinventar para superar o endividamento. Uma assembleia com os empregados da planta de Itapira está agendada para discutir os próximos passos e tranquilizar a equipe em relação à continuidade do negócio.

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