Equipes de busca localizam corpos de pesquisadores italianos em cavernas nas Maldivas
Grupo de cientistas investigava mudanças climáticas quando desapareceu em sistema de cavernas profundo; operação de resgate vitimou socorrista local.

Equipes de busca localizaram os corpos de quatro pesquisadores italianos que morreram durante uma expedição científica em cavernas profundas nas Maldivas. O acidente aconteceu em uma área de mergulho complexa.
As equipes de busca nas Ilhas Maldivas localizaram, nesta segunda-feira (18), os restos mortais de quatro mergulhadores italianos que estavam desaparecidos desde a última quinta-feira. O grupo, composto por cientistas e um instrutor, realizava uma expedição de pesquisa em um complexo de cavernas submarinas conhecido como Dhekunu Kandu, no atol de Vaavu. A localização ocorreu após uma operação complexa realizada por especialistas finlandeses, que passaram horas em profundidades extremas para encontrar as vítimas em áreas de difícil acesso e visibilidade nula.
O incidente ocorreu em um cenário desafiador, caracterizado por galerias que chegam a 55 metros de profundidade e apresentam correntes marítimas intensas. Os mergulhadores eram vinculados à Universidade de Gênova e investigavam os impactos do aquecimento global nos recifes de coral da região. Entre os mortos estão a renomada professora de ecologia marinha Monica Montefalcone, sua filha e outros dois pesquisadores, que utilizavam equipamentos avançados de reciclagem de ar durante a missão científica.
A operação de recuperação foi marcada por riscos elevados, resultando inclusive na morte de um oficial das Forças de Defesa das Maldivas no último sábado, devido a problemas de descompressão. Atualmente, as autoridades locais e especialistas investigam as causas da tragédia. Uma das principais linhas de apuração aponta para uma possível pane nos sistemas de filtragem de oxigênio utilizados pelos exploradores, o que teria impedido o retorno seguro do grupo à superfície.






