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Dono de lava a jato é a segunda vítima fatal de atentado a tiros em Vitória

Adisson Araujo de Freitas Santos, de 29 anos, não resistiu aos ferimentos após atentado em Tabuazeiro; funcionário também foi executado no local.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 18:003 min
Dono de lava a jato é a segunda vítima fatal de atentado a tiros em Vitória
Foto: Reprodução
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Confirmada a morte de Adisson Araujo de Freitas Santos, proprietário de um lava a jato alvo de ataque a tiros em Vitória. O crime, ocorrido em Tabuazeiro, já havia vitimado um funcionário. A polícia investiga a autoria e motivação do duplo homicídio registrado em plena luz do dia.

A violência urbana no Espírito Santo fez mais duas vítimas fatais no último final de semana, em um episódio que chocou os moradores do bairro Tabuazeiro, em Vitória. Adisson Araujo de Freitas Santos, de 29 anos, proprietário de um lava a jato recém-inaugurado na região, faleceu neste sábado (30) após passar horas internado em estado grave. Ele havia sido atingido na região da nuca durante um atentado a tiros ocorrido na tarde de sexta-feira, dentro do seu próprio estabelecimento comercial. A morte de Adisson eleva para dois o número de óbitos decorrentes desta ação criminosa, uma vez que um de seus funcionários morreu ainda no local do crime, atingido por disparos na cabeça.

O ataque ocorreu por volta das 16h, em um momento de rotina no lava a jato, que funcionava há menos de um mês no bairro. De acordo com os relatos colhidos pelas autoridades e testemunhas oculares, as vítimas estavam concentradas na limpeza de um veículo quando foram surpreendidas pela chegada abrupta dos criminosos. Os executores teriam utilizado uma motocicleta para se aproximar do estabelecimento por uma via secundária, nos fundos do imóvel. Ao invadirem o local, os bandidos efetuaram diversos disparos à queima-roupa, sem dar qualquer chance de defesa aos trabalhadores. O funcionário, cuja identidade não foi detalhada no primeiro balanço da perícia técnica além da confirmação do óbito imediato, tombou no próprio pátio de serviço.

Adisson foi socorrido por equipes de emergência logo após o ataque e encaminhado com urgência para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência São Lucas, referência em traumas na capital capixaba. Apesar do esforço médico e dos procedimentos cirúrgicos realizados para tentar conter a gravidade do ferimento na base do crânio, o quadro clínico do empresário evoluiu para óbito no dia seguinte. O clima na região de Tabuazeiro e do bairro vizinho, Maruípe, onde a ocorrência foi registrada pela Polícia Militar, é de consternação e medo. O fato de o estabelecimento ser um empreendimento novo ressalta a vulnerabilidade dos pequenos comerciantes diante do avanço da criminalidade em áreas periféricas e comerciais de Vitória.

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) mobilizou o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para assumir o caso. Durante a tarde e a noite de sexta-feira, os peritos da Polícia Científica realizaram uma varredura detalhada na cena do crime, recolhendo cápsulas de projéteis e buscando impressões digitais que pudessem levar à identificação dos autores. Testemunhas e moradores do entorno foram intimados para depor, na tentativa de traçar a rota de fuga da motocicleta utilizada pelos criminosos e verificar se o ataque foi fruto de algum tipo de extorsão contra o novo comércio ou se possui motivações ligadas a disputas territoriais de grupos rivais, dinâmica comum em certas áreas da Capital.

Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso ou identificado oficialmente pela Secretaria de Segurança Pública. A polícia reforça a importância da colaboração da população por meio do Disque-Denúncia (181), garantindo o anonimato de quem puder fornecer informações sobre o paradeiro dos motociclistas envolvidos. Este episódio reforça o debate sobre o policiamento ostensivo e a sensação de insegurança que atinge o setor de serviços no estado. O corpo da primeira vítima já passou por necropsia no Instituto Médico-Legal (IML) e o corpo de Adisson Santos deve seguir o mesmo protocolo antes de ser liberado para os ritos fúnebres da família. As investigações continuam em sigilo e o foco agora é analisar câmeras de monitoramento de ruas adjacentes.

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