Doméstica agredida no Maranhão relata perda de 50% da audição após tortura
Grávida de seis meses, Samara Regina apresenta sequelas físicas após ser vítima de tortura em Paço do Lumiar.

A doméstica Samara Regina relatou perda parcial da audição após ser torturada por sua ex-patroa no Maranhão. O caso gerou repercussão política e resultou na prisão de uma empresária e de um policial militar.
A jovem Samara Regina, de 19 anos, revelou através de suas redes sociais uma grave sequela das agressões sofridas no mês passado. Grávida de seis meses, a doméstica relatou que exames preliminares indicam a perda de metade de sua capacidade auditiva em ambos os ouvidos. O problema foi notado após a vítima sentir dores intensas e dificuldades para escutar a própria voz, consequências diretas dos golpes desferidos contra sua cabeça durante o episódio de tortura.
As agressões ocorreram no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, motivadas por uma acusação de furto de uma joia que, posteriormente, foi encontrada na residência. A principal suspeita, a empresária Carolina Sthela, está detida no Complexo de Pedrinhas, enquanto um policial militar também investigado por participação no crime permanece sob custódia no comando da corporação. A defesa da ex-patroa tenta agora alegar a existência de distúrbios psicológicos para justificar os atos cometidos.
Devido à repercussão e gravidade do caso, Samara recebeu uma proposta de emprego no governo do Maranhão como recepcionista, além de assistência social. No âmbito legislativo, a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou o acompanhamento oficial das investigações para garantir que o processo ocorra com rigor. Enquanto aguarda exames mais detalhados para confirmar se precisará de aparelhos auditivos, a jovem busca manter o equilíbrio emocional para preservar a saúde do bebê.




