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DNA confirma envolvimento de tio-avô em morte e abuso de criança em Maceió

Perícia da Polícia Científica de Alagoas confirma presença de material genético de Emanuel Vicente em amostras relacionadas à morte de Peterson Ykaro.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 08:002 min
DNA confirma envolvimento de tio-avô em morte e abuso de criança em Maceió
Foto: Reprodução
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Exames de DNA realizados pela Polícia Científica de Alagoas confirmam a presença de material genético de Emanuel Vicente, tio-avô da vítima, em caso de abuso e morte de criança de 6 anos.

Uma reviravolta técnica e científica marca as investigações sobre a trágica morte de Peterson Ykaro, um garoto de apenas 6 anos que foi vítima de um crime brutal na capital alagoana. A Polícia Científica de Alagoas confirmou, por meio de laudos periciais de alta precisão, que o DNA de Emanuel Vicente, de 46 anos, foi identificado em materiais biológicos relacionados ao caso. O suspeito, que é tio-avô da criança, já se encontra sob custódia das autoridades e agora enfrenta provas periciais contundentes que o vinculam diretamente ao cenário de violência que chocou a população de Maceió e da região metropolitana.

O exame foi conduzido pelo Laboratório de Genética Forense e apresentou resultados considerados irrefutáveis pela equipe técnica. Segundo os dados divulgados, a probabilidade estatística de que o material genético encontrado pertença a outra pessoa, que não o suspeito detido, é de uma em bilhões. Esse tipo de evidência é fundamental em casos de crimes sexuais e homicídios, pois oferece uma base científica sólida para a acusação, eliminando subjetividades e fortalecendo o inquérito policial que busca justiça pela morte prematura do menino.

O crime ocorreu em julho de 2024, quando Peterson Ykaro foi dado como desaparecido e, posteriormente, encontrado sem vida em um terreno baldio localizado no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió. O corpo da criança estava ocultado sob vegetação, em uma área de difícil visibilidade, o que mobilizou imediatamente as equipes de perícia criminal e a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Desde o início, a linha de investigação apontava para a possibilidade de crime cometido por alguém do círculo familiar ou de convivência próxima, dada a vulnerabilidade da vítima e as circunstâncias do abandono do corpo.

A análise das amostras biológicas foi realizada com rigor metodológico, comparando o perfil genético coletado na vítima e no local do crime com as amostras fornecidas pelo suspeito após sua detenção. O trabalho da Polícia Científica de Alagoas destaca-se pela modernização dos laboratórios forenses no estado, permitindo que casos complexos como este sejam solucionados com maior rapidez e precisão técnica. A presença do material genético do tio-avô indica não apenas o contato físico, mas sustenta a tese de abuso sexual seguida de morte, conforme as lesões e indícios observados durante a necropsia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML).

Com a conclusão deste laudo pericial, o processo criminal entra em uma nova fase. As autoridades policiais e o Ministério Público possuem agora os elementos necessários para consolidar a denúncia perante o Judiciário. A defesa do suspeito deverá se manifestar sobre os novos dados apresentados pela perícia, enquanto o inquérito segue para as etapas finais de conclusão. O caso gerou grande comoção social em Alagoas, levantando debates sobre a proteção da infância e a severidade das penas para crimes hediondos cometidos contra menores no âmbito doméstico.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 3 de setembro de 2026 às 08:00

Atualizado: 3 de setembro de 2026 às 08:00

Fonte: apuração editorial e informações públicas disponíveis

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