Criança morre em hospital do Rio após suspeita de envenenamento por bolo
A criança de 11 anos estava hospitalizada em Nova Iguaçu; Polícia Civil investiga se houve consumo de raticida ilegal em alimento.

O pequeno Arthur, de 11 anos, não resistiu às complicações de uma parada cardíaca após suposto envenenamento por ingestão de bolo. Polícia Civil investiga o uso de raticida ilegal no caso.
Uma triste notícia abalou a Baixada Fluminense nesta quinta-feira (11). O jovem Arthur, de apenas 11 anos, faleceu no Hospital Estadual Ricardo Cruz, localizado em Nova Iguaçu, após passar dias lutando pela vida. A criança estava internada com um quadro clínico gravíssimo devido a uma suspeita de envenenamento, supostamente ocorrida após o consumo de uma fatia de bolo. A confirmação do óbito foi feita pela família, que agora busca respostas e clama por justiça diante das circunstâncias nebulosas que cercam a tragédia.
O caso está sob investigação rigorosa da 64ª Delegacia de Polícia (São João de Meriti). O registro da ocorrência foi realizado pelo pai do menino, Ademir de Mello, que desde o início levantou a suspeita de que o filho teria ingerido "chumbinho", um raticida ilegal altamente tóxico e de venda proibida no Brasil, mas que ainda é encontrado em mercados clandestinos. Segundo os relatos colhidos até o momento, Arthur teria começado a passar mal logo após a ingestão do alimento, apresentando sintomas típicos de intoxicação exógena severa, o que levou à sua hospitalização imediata na última semana.
Durante o período de internação, o estado de saúde de Arthur foi classificado como instável e crítico. A equipe médica do Hospital Ricardo Cruz realizou diversos procedimentos na tentativa de estabilizar o quadro da criança, mas o comprometimento dos órgãos vitais pela substância tóxica dificultou a recuperação. Na quinta-feira, o menino sofreu uma parada cardíaca fatal, não resistindo aos esforços de reanimação. A perda precoce gerou uma onda de comoção nas redes sociais e entre os moradores da região, que acompanhavam as atualizações sobre o seu estado de saúde por meio de cartazes e apelos feitos pelos familiares.
As implicações legais para o caso são graves. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro já iniciou a fase de depoimentos, convocando pessoas próximas e possíveis testemunhas que possam esclarecer a origem do bolo consumido por Arthur. O objetivo principal das autoridades é identificar se o envenenamento foi um ato intencional de homicídio ou se houve uma contaminação acidental por negligência. Peritos criminais deverão analisar amostras do que foi ingerido e o laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) será peça fundamental para confirmar a presença do veneno no organismo do menino e substanciar o inquérito policial.
Os próximos passos da investigação incluem a análise de imagens de câmeras de segurança e a verificação de possíveis desavenças ou situações suspeitas que envolvam o círculo de convivência da família. Ademir de Mello e outros parentes reforçam que não descansarão enquanto a verdade não for revelada. O comércio ilegal de raticidas como o "chumbinho" volta a ser pauta de preocupação para as autoridades de saúde pública, uma vez que a substância não possui antídoto específico e atua rapidamente sobre o sistema nervoso central, sendo extremamente letal, especialmente em crianças. O sepultamento de Arthur deve ocorrer nos próximos dias, sob forte clima de protesto por segurança e fiscalização.






