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Corretor abriga macaco em banheiro de casa no litoral paulista e deixa alerta inusitado na porta

Jovem em Praia Grande acolheu primata após demora no resgate e deixou bilhete de alerta para o pai: 'É sério'

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Redação 360 Notícia
26 de maio de 2026 às 09:003 min
Corretor abriga macaco em banheiro de casa no litoral paulista e deixa alerta inusitado na porta
Foto: Reprodução
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Após vizinhos ameaçarem animal silvestre, corretor de imóveis em Praia Grande abriga macaco no banheiro de sua residência para protegê-lo da chuva e de agressões. Caso viralizou após o jovem deixar um bilhete inusitado na porta para avisar o pai sobre a presença do primata.

Um episódio inusitado mobilizou moradores e autoridades na cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, após um corretor de imóveis de 25 anos decidir abrigar um macaco silvestre dentro de seu próprio banheiro. O caso, que ganhou repercussão por conta da criatividade do jovem ao deixar um aviso de advertência na porta do cômodo, teve início na noite de um domingo, no bairro Aviação. Preocupado com a integridade física do primata, que estava sendo ameaçado por vizinhos e exposto às intempéries climáticas, o homem optou por interferir diretamente na situação até que o resgate oficial pudesse ser realizado pelos órgãos competentes, o que ocorreu apenas na manhã seguinte.

A situação começou quando o morador, que preferiu manter o anonimato, percebeu uma movimentação estranha em frente à sua residência. Ao sair para investigar, ele encontrou o animal cercado por pessoas e sob risco iminente. Conforme relatado pelo jovem, o macaco estava acuado e alguns vizinhos, tomados pelo medo de que o bicho pudesse invadir casas ou transmitir doenças, chegaram a sugerir o abatimento do animal. Diante da demora no atendimento das autoridades solicitadas inicialmente e do início de uma chuva forte, o corretor decidiu levar o primata para dentro de sua casa, oferecendo-lhe o banheiro como abrigo temporário para garantir sua sobrevivência durante a noite.

Para evitar acidentes domésticos e surpresas desagradáveis para seu pai, com quem divide a moradia, o jovem colou um bilhete escrito à mão na porta do sanitário com os dizeres: "Não abrir, tem um macaco aí dentro do banheiro. É sério. Não abrir". O registro visual do aviso e do animal no local improvisado rapidamente chamou a atenção. Dentro do banheiro, o corretor buscou oferecer o mínimo de conforto e subsistência, utilizando uma caixa de papelão forrada com panos para servir de cama, além de disponibilizar água e uma banana para alimentar o visitante inesperado. Ele reiterou que tentou diversos contatos com serviços de emergência ainda no domingo, mas não obteve sucesso imediato no agendamento da retirada.

Apenas na manhã de segunda-feira é que o Corpo de Bombeiros respondeu ao chamado e enviou uma equipe ao local. Após a verificação de que o macaco estava em boas condições de saúde e sem ferimentos visíveis, os agentes realizaram o manejo seguro e o encaminharam para a Guarda Civil Ambiental de Praia Grande. Este órgão é o responsável por avaliar se os animais silvestres encontrados em áreas urbanas estão aptos a retornar imediatamente à natureza ou se precisam de período de reabilitação em centros especializados, garantindo que o equilíbrio ecológico e a segurança da fauna local sejam preservados.

Apesar da boa intenção do jovem em proteger o animal, a Prefeitura de Praia Grande emitiu um comunicado oficial de orientação à população, reforçando que o recolhimento de animais silvestres por conta própria não é o procedimento recomendado. As autoridades destacam que o contato direto com espécies selvagens pode envolver riscos sanitários, como a transmissão de zoonoses, além do perigo de ataques por estresse do animal. A recomendação padrão é que o cidadão mantenha distância, monitore o animal de longe e aguarde a chegada de profissionais treinados. No Brasil, o manejo sem autorização de espécimes da fauna silvestre pode, inclusive, acarretar implicações legais, embora neste caso específico a ação tenha sido motivada pelo intuito de salvaguarda contra maus-tratos.

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