Celina Leão aponta crise financeira herdada e rebate críticas de Ibaneis Rocha
Em resposta a críticas de Ibaneis, governadora do DF aponta desequilíbrio fiscal de R$ 2,7 bilhões e crise financeira no Banco de Brasília.

A governadora Celina Leão rebateu críticas de Ibaneis Rocha, revelando um rombo bilionário nas contas públicas e crise no BRB. O embate marca o rompimento entre os antigos aliados no Distrito Federal.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reagiu publicamente às recentes críticas de seu antecessor, Ibaneis Rocha (MDB), estabelecendo um marco de distanciamento entre as duas gestões. Em declaração contundente, ela afirmou que assumiu o Palácio do Buriti em meio a um cenário financeiro crítico, citando uma crise severa no Banco de Brasília (BRB) e um desequilíbrio bilionário na saúde fiscal da capital federal. A fala ocorre após Ibaneis manifestar insatisfação com a condução política da atual chefe do Executivo.
Segundo Celina, a nova fase do governo exige uma postura focada na transparência e no enfrentamento de problemas herdados, o que tem gerado resistências entre antigos aliados. Ela rebateu questionamentos sobre sua fidelidade ao ex-governador, pontuando que a sucessão de cargos não deve ser confundida com obediência irrestrita. Para a governadora, sua atuação como vice foi pautada pela lealdade, mas o exercício da liderança atual requer autonomia diante da realidade das contas públicas.
Um dos pontos centrais do embate é a situação do BRB. A instituição financeira esteve sob holofotes devido a negociações complexas com o Banco Master durante a administração anterior, o que levou a atual gestão a buscar garantias bilionárias junto ao Fundo Garante de Crédito (FGC). Além disso, a nova equipe econômica do GDF reportou um déficit orçamentário que ultrapassa a marca de R$ 2,7 bilhões, atribuindo o problema a falhas de responsabilidade administrativa em períodos passados.
Do outro lado, Ibaneis Rocha, que se afastou do cargo visando uma candidatura ao Senado, sinalizou um realinhamento do MDB e não descartou um distanciamento político. Ele argumentou que o déficit atual é reflexo de escolhas compartilhadas e que já havia planejado cortes de custos para o próximo ano. Com a troca de farpas, o cenário para as próximas eleições no Distrito Federal ganha novos contornos, evidenciando uma fragmentação no grupo político que comandou a cidade nos últimos anos.




